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Mais de 23 mil árvores são plantadas para compensar as emissões

28 de maio de 2010

undefinedTodas as emissões de carbono ligadas à corrida de abertura da temporada 2010 da Fórmula Indy – a São Paulo Indy 300, que foi realizada em um circuito de rua em São Paulo, no dia 14 de março – serão compensadas pelo plantio de mais de 23 mil árvores  na maior usina processadora de cana-de-açúcar no mundo, a São Martinho. As árvores foram plantadas com base em um estudo feito por uma consultoria independente, que quantificou as emissões produzidas pela corrida em São Paulo e estimou o número de árvores necessárias para compensar estas emissões.

O estudo, produzido pelo Instituto Totum, foi comissionado pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) com apoio da Indy Racing League. A plantação das árvores foi encerrada no dia 18 de maio pela São Martinho, localizada na cidade de Pradópolis, interior de São Paulo.

Detalhes da operação, que foi supervisionada pelas Secretarias do Meio Ambiente e Agricultura do Governo do Estado de São Paulo, foram anunciados na Autopista de Indianápolis (Indianapolis Motor Speedway) durante o Dia da Carburação (28/05), pelo representante-chefe da UNICA na América do Norte, Joel Velasco, em uma coletiva de imprensa junto com o presidente da divisão comercial da Indy Racing League, Terry Angstadt.

“A UNICA conseguiu juntar todos os elementos para garantir credibilidade e transparência em todos os passos, desde o documento de avaliação produzido por uma instituição experiente e renomada, até a supervisão direta do plantio das árvores por dois representantes do governo,” afirmou Velasco.

Um memorando emitido no dia 18 de maio pela Secretaria de Meio Ambiente confirmando que o plantio das árvores havia sido finalizado foi o ingrediente final necessário para que o Instituto Totum emitisse os certificados para cada organização participante.

“Foi um grande esforço e investimento compensar a pegada de carbono do evento em São Paulo,” afirmou Terry Angstadt. “Foi um grande esforço dos nossos parceiros na UNICA e estamos trabalhando para possivelmente neutralizarmos mais eventos, o que será fantástico.”

Ao todo, 23.580 sementes nativas da floresta tropical atlântica foram plantadas em 14,2 hectares de terra ao redor da usina São Martinho, para compensar a estimativa de 1.137,85 toneladas de C02 e gases equivalentes emitidos pela corrida em São Paulo. O documento de avaliação pedia que somente 8128 árvores fossem plantadas, mas a usina decidiu expandir a área do plantio. A usina e a Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo se comprometeram a monitorar a área por pelo menos cinco anos e replantar as sementes quando necessário.

Para completar seu relatório, o Instituto Totum considerou uma série de fontes de emissões e calculou o número de árvores que seriam necessárias para neutralizar o total dessas emissões durante um período de 20 anos. Itens como o uso de energia elétrica da rede nacional e de geradores, resíduos descartados, transporte dos organizadores, da equipe de trabalho e do público, e o uso de transporte aéreo pelos competidores e organizadores também foram incluídos.

A experiência bem sucedida pode levar a um esforço muito mais intenso da UNICA e da Indy Racing League, segundo Velasco. “Compensar a corrida de São Paulo deu tão certo que a UNICA e a Indy Racing League estão discutindo agora expandir a ação para cobrir a temporada completa da Fórmula Indy, com as emissões de todas as corridas compensadas por meio do plantio de árvores em usinas ou parques no estado de São Paulo” ressaltou o executivo da UNICA. Velasco adicionou ainda que o estado de São Paulo é a região de maior concentração de cana-de-açúcar do mundo.

Angstadt apontou que se todas as corridas do calendário de 2010 forem compensadas, isso fará da IndyCar Series a primeira grande categoria automobilística dos Estados Unidos a neutralizar suas emissões por meio de uma iniciativa de plantio de árvores: “A Indy foi a primeira a abraçar um combustível renovável e ambientalmente responsável quando adotou o uso do etanol em 2006 e estamos trabalhando com a UNICA para continuar a seguir no caminho da sustentabilidade dos esportes automobilísticos por meio deste projeto de compensação de carbono.”

Desde 2009, a IndyCar Series utilize 100% de etanol de cana-de-açúcar fornecido pela UNICA