fbpx

Marina descarta generalizações sobre agronegócio

11 de agosto de 2010

É preciso evitar generalizações sobre o agronegócio, pois a maioria do setor quer atuar de forma correta e apenas uma minoria quer fazer como no passado, sem preocupação com biodiversidade, terra e água. Assim se manifestou a candidata do PV à presidência da república, Marina Silva, durante entrevista ao Jornal das 10 da GloboNews transmitida nesta terça-feira (10/08).

Marina explicou que recentemente declarou sua candidatura como solução para o agronegócio para marcar seu compromisso com o desenvolvimento econômico e social no país, destacando a visita que fez no dia 27 de julho à sede da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) em São Paulo. Recebida pelo Conselho Deliberativo da entidade, a candidata descreveu no programa o que ouviu do presidente da UNICA, Marcos Jank, identificando pontos de convergência entre sua campanha e o pensamento da principal entidade representativa da indústria da cana.

“O Marcos Jank nos disse que a UNICA estabeleceu como prioridade para o setor sucroenergético a questão das mudanças climáticas, e que o que quer com o Código Florestal é um caminho que leve ao aumento da produção, e não quer ser contra a proteção ao meio-ambiente,” relatou Marina Silva sobre seu contato com o presidente da UNICA, chamando o posicionamento da entidade de “grande ponto de convergência.”

A candidata do PV também descartou a idéia de que meio-ambiente e desenvolvimento são inimigos: “não são e devem caminhar juntos” frisou, destacando que a tecnologia que permite dobrar a produção sem derrubar florestas já existe. “Em São Paulo temos uma agricultura altamente tecnologizada, que pode ir para o Cerrado, Amazonia e Caatinga,” destacou Silva, afirmando que é possível aumentar a produção no Brasil sem destruir florestas e biodiversidade através de ganhos de produtividade.

Para Marcos Jank, o posicionamento claro de Marina Silva é extremamente valioso, por se distanciar de pontos de vista extremados e quase sempre sem embasamento nos fatos. “Marina está mostrando que é possível conduzir discussões até mesmo sobre temas difíceis como o Código Florestal de forma equilibrada e pragmática, em busca de resultados e não de fogos de artifício às custas de uma demagogia que não nos leva a resultados úteis para a sociedade,” afirmou o presidente da UNICA.

Durante a entrevista aos jornalistas André Trigueiro e Carlos Monforte, Marina Silva também defendeu a bioeletricidade gerada a partir do bagaço de cana como prioridade, lembrando que “uma Usina Belo Monte inteira está sendo desperdiçada nos canaviais, por falta de investimento para geração de eletricidade a partir da biomassa.” Ela concluiu que se as energias aeólica, solar e de biomassa forem bem executadas, o Brasil não necessita de novas usinas nucleares.