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Medida do governo sobre preços de petróleo favorece etanol

9 de junho de 2009

O decreto federal publicado nesta terça-feira (09/06/2009) que altera as alíquotas da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) incidentes sobre a gasolina e o diesel tem efeitos positivos para o setor sucroenergético. Esta é a análise de Antonio de Pádua Rodrigues, diretor-técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA).

“Com essa medida, o governo federal confirma definitivamente a participação do etanol de cana-de-açúcar na matriz de combustíveis do Ciclo Otto (motores a combustão)”, afirmou Pádua. “Está claro que o etanol é o produto preponderante e que a gasolina passou a ser o combustível alternativo no Brasil”.

O reajuste da CIDE determinado pelo Ministério da Fazenda decorre da redução dos preços dos combustíveis derivados do petróleo nas refinarias, acompanhando os preços internacionais. “A redução do preço do diesel a um nível próximo do praticado no mercado internacional favorece a redução dos custos da produção agrícola, dos transportes de produtos, dos insumos, o que também favorece a competitividade do etanol”, concluiu Pádua.

Com o reajuste, a CIDE da gasolina passa de R$ 180,00 por metro cúbico para R$ 230,00 e a do diesel de R$ 30,00 para R$ 70,00 por metro cúbico. Em relação à gasolina, a nova alíquota cobrada na refinaria de petróleo torna seu preço inalterado nas bombas de abastecimento dos postos revendedores. Com isso, evita-se uma oscilação dos preços.