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Ministra dinamarquesa enaltece qualidades do etanol brasileiro

15 de setembro de 2008


É ambientalmente mais eficiente do que o produzido a partir de outras matérias-primas. Assim, a ministra de Clima e Energia da Dinamarca, Connie Hedegaard, definiu o etanol brasileiro feito de cana-de-açúcar. Hedegaard veio ao Brasil como parte de uma série de visitas internacionais que está fazendo com vistas à próxima Conferência Mundial sobre Mudanças Climáticas, da ONU, que será realizada na Dinamarca, em 2009. Na conferência, deverão ser definidos os principais pontos do novo protocolo que substituirá o de Kyoto.



A ministra enalteceu as qualidades do etanol produzido no Brasil, relacionando-o entre os fatores que podem auxiliar na redução do aquecimento global, uma das grandes preocupações dos dinamarqueses. A Dinamarca se caracteriza pela utilização de técnicas sustentáveis de obtenção de energia, que não agridam o meio ambiente, e pela utilização crescente de fontes renováveis. O país tem 20% de sua matriz energética baseada em energia eólica.



Durante sua estada no Brasil, a ministra dinamarquesa foi conhecer a usina São Manoel, no interior de São Paulo, uma das associadas da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), no sábado (13/08/09). Acompanhada por diplomatas da Dinamarca, executivos da empresa sucroenergética e representantes da UNICA, a ministra pode conhecer de perto o funcionamento de uma usina produtora de açúcar, etanol e bioeletricidade, além de experimentar a cabine de uma colhedora em atividade na lavoura de cana.



Inclusão econômica



Uma das questões tratadas por Hedegaard com o diretor-executivo da UNICA, Eduardo Leão de Sousa, foi a possibilidade de a cana-de-açúcar ser utilizada como forma de ampliar a inclusão econômica dos países menos desenvolvidos. “A produção de cana e etanol poderá servir como uma importante frente para o desenvolvimento rural dos países em desenvolvimento, especialmente os situados em zonas tropicais”, defendeu Leão, acompanhado pela assessora internacional da UNICA, Géraldine Kutas. “Além dos benefícios econômicos, a produção de cana-de-açúcar em larga escala também pode ser uma importante fonte de energia elétrica limpa e renovável para aqueles países”, completou Leão.



A produção de etanol de segunda geração, a partir do processamento da palha e do bagaço de cana, também fez parte da pauta de conversações. Afinal, empresas dinamarquesas e brasileiras estão negociando parcerias para tornar o processo de obtenção do etanol celulósico economicamente competitivo, tornando-o mais uma opção de combustível renovável para o futuro.




 




 


 


 


*Fotos: Divulgação Usina São Manoel