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Moagem atinge 538 milhões de toneladas no Centro-Sul

27 de outubro de 2020

São Paulo, 27 de outubro de 2020 – A quantidade de cana-de-açúcar processada pelas unidades produtoras do Centro-Sul somou 36,85 milhões de toneladas na primeira quinzena de outubro. O valor representa uma queda de 2,05% em relação ao mesmo período de 2019.

A despeito da moagem quinzenal, o acumulado da safra 2020/2021 atingiu 538,13 milhões de toneladas, registrando aumento de 5,06% sobre as 512,23 milhões de toneladas processadas em igual período do ciclo 2019/2020.

“Entramos em um período de desaceleração no processamento de matéria-prima, visto o ritmo intenso da moagem dos últimos meses graças a estiagem”, analisa o diretor técnico da UNICA, Antonio de Padua Rodrigues. “As consequências do prolongado período de estiagem devem começar a se refletir na produtividade da lavoura nos próximos meses”, acrescentou.

A qualidade da matéria-prima processada na primeira quinzena de outubro, mensurada a partir da concentração de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), atingiu 164,04 kg por tonelada em 2020 contra 154,25 kg verificados na mesma quinzena da safra passada. No acumulado do ciclo 2020/2021, o índice alcançou 144,32 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar – 4,51% superior ao valor apurado no último ciclo agrícola.

Em relação ao número de usinas em operação, 239 unidades estavam em funcionamento até dia 16 de outubro de 2020, contra 234 usinas em igual período da safra 2019/2020. No total, 24 unidades produtoras encerraram suas atividades de moagem até o momento.

Produção de açúcar e de etanol

A produção acumulada de açúcar atingiu a marca de 34,67 milhões de toneladas, montante 45,92% superior às 23,76 milhões de toneladas do último ano. Na quinzena, foram produzidas 2,61 milhões de toneladas do adoçante (+36,5%).

“Do aumento total de 10,91 milhões de toneladas de açúcar observado até o momento, cerca de 8,08 milhões derivam da mudança do mix de produção e os outros 2,83 milhões resultam do avanço da moagem e da melhor qualidade da matéria-prima colhida”, explica Rodrigues.

Desde o início da safra 2020/2021 até a primeira quinzena de outubro, 46,85% da cana-de-açúcar foi destinada a fabricação do adoçante, ante 35,26% no mesmo período de 2019. “A proporção de cana voltada à fabricação do açúcar permanece elevada a despeito da redução marginal de mix em relação a segunda quinzena de setembro, refletindo um movimento natural do ciclo agrícola, de maior direcionamento da matéria-prima para produção de etanol no último terço de safra”, completou Rodrigues.

A produção de etanol, por sua vez, alcançou 2,06 bilhões de litros na primeira quinzena de outubro, contra 2,30 bilhões fabricados em igual período do ciclo 2019/2020, sendo 1,30 bilhão de litros de hidratado e 762,34 milhões de litros de anidro.

Na comparação quinzenal, apenas a produção do último realiza um aumento em relação à safra passada. O valor representa um acréscimo de 10,72% de etanol anidro frente a safra 2019/2020, já o hidratado registra retração de 19,46%.

O volume de etanol produzido no acumulado da safra 2020/2021 totalizou 25,57 bilhões de litros, 7,49% inferior ao assinalado no último ciclo, com o etanol anidro recuando 4,82% e o hidratado 8,64%. A produção de etanol fabricado a partir do milho mantém um ritmo ascendente sem precedentes, com 120,19 milhões de litros na quinzena e 1,27 bilhão de litros acumulados, o que representa acréscimo de 86,98% e 90,00% em relação à safra 2019/2020, respectivamente.

Vendas de etanol

O volume de etanol comercializado pelas unidades produtoras do Centro-Sul na primeira quinzena de outubro foi de 1,28 bilhão de litros. A participação das exportações foi reduzida em relação a quinzena anterior visto que apenas 68,81 milhões de litros foram direcionados ao mercado externo e 1,21 bilhão de litros foram comercializados domesticamente.

No mercado interno, a comercialização de hidratado foi de 863,11 milhões de litros, redução de 14% em relação ao mesmo período no ciclo agrícola anterior.

“Embora a recuperação marginal das vendas verificada em setembro se mantenha na primeira metade de outubro, ainda se observa um consumo consideravelmente deprimido, tanto nos valores da quinzena quanto no acumulado”, acrescentou Rodrigues

O volume total comercializado de hidratado na safra 2020/2021 para o mercado interno atingiu a marca de 9,97 bilhões de litros, retração de 22% em relação ao acumulado no mesmo período anterior. A respeito das vendas de etanol anidro, a trajetória positiva foi interrompida na primeira quinzena de outubro, quando 349,29 milhões de litros foram comercializados. No acumulado, as vendas desse etanol permanecem 7% inferiores as da safra 2019/2020.

O álcool destinado a finalidades não carburantes se mantém em trajetória ascendente, com aumento de vendas de 3% na primeira quinzena de outubro. No acumulado, esse valor permanece 35% superior ao ano anterior, com 743,05 milhões de litros comercializados.

No acumulado desde o início da safra 2020/2021 até a primeira quinzena de outubro, as vendas de etanol pelas unidades produtoras do Centro-Sul somam 15,94 bilhões de litros, com retração de 15% na comparação com mesmo período de 2019. Desse total, 1,51 bilhão de litros foram destinados ao mercado externo e 14,43 bilhões para o mercado doméstico.