28 de janeiro de 2014

Confirmando a tendência que prevalece em praticamente todas as empresas da indústria automotiva que atuam no Brasil, a montadora chinesa Geely, que acaba de chegar ao País, confirmou que já se prepara para comercializar automóveis equipados com a tecnologia flex. Os primeiros modelos do sedan EC7 da Geely serão movidos a gasolina, mas a partir de junho deverá estar disponível a versão flex.

“Além dos benefícios de poder usar um combustível limpo e renovável, o consumidor terá melhor valorização de seu veículo na hora da revenda,” explica o consultor de Emissões e Tecnologia da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Alfred Szwarc. Para ele, a Geely certamente está ciente da realidade do mercado brasileiro, onde a tecnologia flex é determinante para que os veículos tenham sucesso entre os consumidores.

Szwarc lembra que a tecnologia flex não é novidade para a empresa chinesa. “Desde 2010 a Geely é dona da montadora sueca Volvo e com isso, ela adquiriu o expertise da Volvo nessa tecnologia, que equipa alguns modelos produzidos para o mercado sueco, o mais desenvolvido em termos de veículos flex na Europa,” conclui.

De acordo com matéria publicada pela newsletter Automotive Business na quarta-feira (22/01), o preço do modelo inaugural da Geely ainda está sendo definido pela empresa, mas deverá ficar na faixa de R$50 mil. O EC7 deverá concorrer com modelos como o Logan, da Renault, e o Cobalt, da Chevrolet. A versão de lançamento terá motor 1.8 a gasolina, com quatro cilindros e 16 válvulas, além de equipamentos como vidros, travas e retrovisores elétricos, ar-condicionado digital, direção hidráulica e sensores traseiros de estacionamento.

Investimento

A Geely investiu US$ 37 milhões na fábrica uruguaia Nordex, onde os automóveis serão montados. A empresa tem como meta inaugurar 25 concessionárias até o final deste ano no Brasil. “Em 2015, queremos vender 20 mil carros no país,” diz o presidente da Geely Motors do Brasil, Lin Zhang.

O volume corresponde à capacidade instalada da fábrica no Uruguai. A possibilidade de instalar uma fábrica no Brasil já foi levantada pela empresa e deve ser confirmada até dezembro.

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