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Motos flex já representam 12% do mercado

27 de julho de 2009

Os modelos Honda CG Titan MIX (biocombustível), de 150 cilindradas, já representam aproximadamente 12% do total de motocicletas comercializadas no País de março a junho de 2009. O dado é baseado no informativo de vendas do setor divulgado pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).

O desempenho em vendas das motos MIX é superior à média atingida pelos carros flex, quando estes foram introduzidos no mercado brasileiro, em 2003. De acordo com analistas do setor, os veículos que utilizam etanol precisaram de dez meses para atingir a performance de vendas das motos flex (quatro meses).

Na opinião do consultor de emissões e tecnologia da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Alfred Szwarc, a média de vendas alcançada pelas motos flex consolida a posição da Honda como líder do mercado de duas rodas.

A montadora se antecipou às concorrentes, que inclusive haviam anunciado o lançamento de motos flex para o inicio de 2009. “A Titan MIX vem atender a uma demanda reprimida do mercado, especialmente do setor de moto-frete e de usuários de motocicletas que usam regularmente esse tipo de veículo, para quem a economia com o uso de etanol é um fator determinante no orçamento”, ressalta Szwarc.

Pesquisa de mercado

Em 2008, a Unica fez uma pesquisa de campo com mais de 500 usuários de motocicletas. Destes, cerca de 15% declararam que faziam ou já fizeram conversões domésticas para o uso do combustível renovável.

Os números relativos à comercialização da versão MIX, do modelo CG Titan 150 – capaz de rodar com etanol, gasolina ou a mistura dos dois combustível em qualquer proporção – superam as expectativas da Honda, que por enquanto é a única fabricante de motocicletas bicombustíveis no mundo.

O crescente interesse dos consumidores brasileiros pela versão MIX obrigou a empresa a rever o seu planejamento inicial de produção. Em março, quando a marca lançou oficialmente a moto flex no mercado brasileiro, o objetivo era que o produto ocupasse 50% da linha de montagem, com a versão movida à gasolina compondo a outra metade.

“Atualmente, a proporção na linha de produção é de 65% para Mix e 35% para gasolina. Isso  deixa claro a aceitação do público em relação à nova tecnologia bicombustível”, destaca Alfredo Guedes, engenheiro do Departamento de Relações Institucionais da Honda na América do Sul.

Mercado nacional

De março a junho, das 534.934 motocicletas vendidas no país, 66.703 foram bicombustíveis. Em março, as versões capazes de rodar com etanol já representavam 10% do total de motos comercializadas no mercado nacional.

Nota: *o subtotal traz a soma das vendas de janeiro até o mês atual, permitindo a comparação da quantidade vendida no ano atual em relação ao mesmo período do ano anterior; ** as vendas de motocicletas foram contabilizadas tomando-se como base o licenciamento de motocicletas novas, já os valores para as motocicletas flex referem-se a vendas no atacado; os valores dos últimos meses podem sofrer atualizações.
FONTE: ABRACICLO
ELABORAÇÃO: UNICA

Vantagens ambientais

O novo modelo bicombustível, desenvolvido pelos engenheiros da Honda especificamente para o público brasileiro, pode reduzir em até 90% a emissão de CO2 em comparação com a versão a gasolina.
Estudos da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) mostram que as motos movidas a gasolina contribuem hoje, na Região Metropolitana de São Paulo, com cerca de 17% das emissões de monóxido de carbono (CO) e 9% da emissão de hidrocarbonetos.

“Além de possibilitar o uso de etanol, e contribuir para o combate ao aquecimento global, a moto flex atende aos novos limites de emissão de poluentes em vigor no país, iguais aos limites adotados na União Européia”, observa o especialista em tecnologia e emissões da UNICA.

Para estar em conformidade com as novas exigências ambientais, a moto Honda CG Titan 150 MIX vem recheada de novidades, como a injeção eletrônica e o conversor catalítico, um dispositivo usado para a redução das emissões de hidrocarbonetos (HC) e monóxido de carbono (CO) oriundos dos escapamentos.