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México terá apoio da UNICA para incentivar produção de etanol

3 de novembro de 2009

O governo do Presidente do México, Felipe Calderón, está convencido de que precisa promover a indústria de etanol no país. Esta foi a principal conclusão após dois dias de visita àquele país, no início de outubro, pelo presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Marcos Jank.

“Notamos que há um grande interesse em reestruturar o setor sucroenergético mexicano, com a substituição do MTBE por etanol como aditivo à gasolina,” avaliou Jank. A estatal mexicana Pemex hoje exporta petróleo para os EUA e importa gasolina e MBTE, um aditivo já fora de uso na maior parte do mundo, inclusive nos EUA, por ser considerado cancerígeno. Em geral, o MBTE é substituído por etanol.

A visita foi realizada por solicitação do Presidente Calderón,  feita durante visita recente ao Brasil para observar a experiência brasileira com os biocombustíveis. Além do presidente da UNICA, também participaram os empresários Marcelo Biaggi, do Grupo Moema, José Reinaldo Del Bianco da Copersucar, e Kenneth Charles Light representando o Grupo Cosan, além do representante-chefe da UNICA para a América do Norte, Joel Velasco.

A Agência de Promoção de Investimentos e Comercio do México (ProMexico) organizou uma intensa agenda de reuniões na Cidade do México e em Leon, durante uma grande conferência de energia renovável  na qual o presidente da UNICA conferiu uma palestra.

Após o encontro com autoridades mexicanas e um estudo minucioso sobre o setor sucroenergético do país, Jank e Velasco apontaram alguns obstáculos que consideram contornáveis a médio e longo prazo:

• Produtividade: seria preciso ampliar a produção no país que é feita em boa parte em minifúndios, onde o produtor médio detém cerca de dois hectares de terra e as usinas lidam com mais de cinco mil fornecedores.

• Pemex: Há controle total sobre o mercado de combustíveis pela estatal mexicana Pemex. Existem planos do governo mexicano para uma licitação que leve a uma mistura de 5% de etanol nas áreas metropolitanas do México.

• Impostos: O México aplica uma tarifa de importação sobre o etanol de 10%,  mais US$ 0,36 por litro, quase três vezes maior que a tarifa americana.

“São problemas que podem e devem ser contornados, não  tenho dúvidas, mas que exigem uma ação de governo que parece estar começando”, concluiu Jank.