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“Não queiram inventar a roda”, diz UNICA a europeus

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17 de abril de 2008

O Comitê Econômico e Social Europeu realizou nesta quinta-feira (17/04/08) uma audiência pública com o intuito de discutir os critérios de sustentabilidade dos biocombustíveis, para a preparação de um documento de posicionamento da entidade sobre o tema.


A assessora internacional da UNICA, Géraldine Kutas, apresentou as boas práticas sócio-ambientais dos mais de 30 anos de produção do etanol no Brasil em substituição à gasolina como uma experiência a ser considerada pelos países da União Européia.


“Não tentem reinventar a roda, vamos trabalhar juntos”, afirmou Géraldine, ao propor o compartilhamento de experiências de sustentabilidade do etanol com o Brasil.


“Temos anos de experiência adaptada às condições locais e ao cultivo da cana-de-açúcar. E, mais do que tudo, são práticas cuja sustentabilidade está consolidada no País, com o apoio de todos os participantes da cadeia “, completou a executiva da UNICA.


Géraldine apresentou alguns exemplos de sustentabilidade do setor sucroalcooleiro do Brasil o Protocolo Agroambiental e o Protocolo da Feraesp, além de dados sobre a redução do consumo de água pela indústria. A queda foi de 5 mil litros por tonelada de cana processada para apenas mil litros.


A executiva da UNICA afirmou que o Brasil é o país com mais experiência em biocombustíveis no mundo e que desenvolveu suas próprias boas práticas, por necessidade e estímulo próprios.


A reunião contou com apresentações de representantes de instituições européias que estão discutindo a sustentabilidade e os critérios sobre o tema que vão ser aplicados na União Européia.

A UNICA participa do evento dentro do escopo do projeto Apex-Brasil/UNICA, iniciado em janeiro deste ano, parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O objetivo do projeto Apex-Brasil/UNICA é promover a imagem do etanol brasileiro de cana-de-açúcar como energia limpa e renovável ao redor do mundo. As duas entidades assinaram convênio que prevê investimentos compartilhados no valor de R$ 16,5 milhões até o final de 2009.