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Nicarágua pretende iniciar produção de etanol e bioeletricidade com uso de cana-de-açúcar

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22 de julho de 2008


Mais um país que não dispõe de usinas de cana-de-açúcar, atualmente, busca no Brasil a tecnologia para iniciar a sua produção própria. Nesta segunda-feira (21/07/2008), foi o prefeito de Manágua, capital da Nicarágua, que veio à UNICA atrás de informações sobre a geração de biocombustível e bioeletricidade nas usinas de cana-de-açúcar.



Dionísio Marenco encontrou-se com o presidente da UNICA, Marcos Jank, que contou a história do setor sucroalcooleiro do Brasil, destacando a importância do lançamento do Proálcool nos anos 1970 e, mais recentemente, do início da fabricação e comercialização dos carros Flex-Fuel, que rodam com etanol ou qualquer mistura do biocombustível com gasolina.



“Espero que esta visita traga resultados concretos para o início da indústria sucroalcooleira nicaragüense”, afirmou o presidente da UNICA. “Somente quando mais e mais países passarem a ser produtores e exportadores de etanol, conseguiremos fazer deste biocombustível uma commodity global”, argumentou Jank, acompanhado do diretor de Comunicação Corporativa da associação, Adhemar Altieri, e da Relações Públicas, Carolina Costa.


 


Prefeito de Manágua, capital da Nicarágua, Dionísio Marenco.


A intenção inicial dos nicaragüenses é instalar uma indústria de etanol de cana para fornecimento do biocombustível aos outros países do Caribe e também para os Estados Unidos. Além disso, a capacidade de gerar eletricidade para consumo no país é outro fator de estímulo à implantação de usinas de cana-de-açúcar.



O roteiro da visita de Marenco incluiu ainda a usina Vertente, do Grupo Moema, nas proximidades de São José do Rio Preto (SP), onde os nicaragüenses puderam conhecer os processos de cultivo e industrialização da cana, especialmente a geração de etanol e bioeletricidade.