6 de setembro de 2013

A Guiana pode ganhar sua primeira usina produtora de etanol nos próximos anos, o que representa uma inovação tecnológica e sustentável para o País e pode gerar um novo mercado para o Brasil. Será também um passo importante para a “commoditização” do biocombustível na América do Sul, na opinião do diretor Executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Eduardo Leão de Sousa.

Para ele, programas de políticas públicas de apoio ao uso de energias renováveis, como este anunciado no final de agosto pelo governo da Guiana, são fundamentais para o esforço de tornar o etanol uma commodity e divulgar as tecnologias empregadas nos canaviais brasileiros.

“A América Latina é uma região privilegiada para a produção sustentável de biocombustíveis, dada a sua notável disponibilidade de terra, água e sol na maior parte do ano. Essa competitividade natural, associada a políticas públicas que garantam a demanda do produto, estimulam os investimentos gerando um círculo virtuoso de criação de renda, emprego e benefícios ambientais pela redução das emissões de gases de efeito estufa,” destacou Sousa.

A unidade industrial da Guiana, que deve produzir aproximadamente mil litros de etanol por dia, vai utilizar os resíduos de melaço até então inutilizados por uma grande fábrica de açúcar instalada na cidade de Albion. O projeto é apoiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), responsável também por parte do financiamento do programa.

De acordo com Donald Ramotar, presidente da Guiana, o projeto, que inclui ainda a adoção da mistura obrigatória de 10% de etanol na gasolina do país, estipula como meta uma autonomia energética para as próximas décadas. “O sucesso que esta usina tem nos dado, já nos diz sobre o potencial que temos neste setor, e no País, na tentativa de encontrar energia mais barata e segura para o nosso próprio desenvolvimento,” afirmou Ramotar durante a cerimônia de inauguração da pedra fundamental da nova usina.

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