22 de junho de 2017

Superar os desafios advindos da mecanização da colheita da cana no Estado de São Paulo, entre os quais o manejo do solo e o controle de pragas, além da consolidação de melhores práticas ambientais e de produção no setor paulista, a exemplo da proteção e recuperação de matas ciliares já em curso. Estas serão algumas das metas-chave da 2ª fase do Protocolo Agroambiental do Setor Sucroenergético, cujo documento será assinado na abertura do Ethanol Summit 2017, um dos principais congressos mundiais voltados para as energias renováveis que se realizará na próxima segunda e terça-feira (26 e 27/06), no WTC São Paulo.

Mais detalhes sobre a continuidade do Protocolo, que há dez anos estabelece uma série de compromissos e diretivas técnicas relacionadas à sustentabilidade na produção de cana, serão revelados após o evento. A formalização do novo documento ocorrerá após o discurso do governador Geraldo Alckmin, quando autoridades do poder público de SP e representantes de entidades setoriais, incluindo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), participarão de uma cerimônia especial para oficializar o texto.

Saldo

Originalmente criado em 2007 em parceria com fornecedores/ produtores de cana e as Secretarias Estaduais do Meio Ambiente e da Agricultura, o Protocolo Agroambiental implementou importantes ações em prol do desenvolvimento sustentável em mais de 4 milhões de hectares em SP; 24% da área agricultável.
Empresários e representantes do governo reunidos na UNICAResultados significativos da iniciativa foram apresentados durante um encontro promovido no início de junho (06/06), na sede da UNICA, reunindo lideranças empresariais do segmento sucroenergético e os secretários de Meio Ambiente, Ricardo Salles, e de Agricultura, Arnaldo Jardim. Na safra 2016/2017, o Protocolo teve a participação de 133 unidades agroindustriais, 24 associações de fornecedores e mais de cinco mil pequenos e médios produtores. Dentre muitas conquistas, destaca-se a mecanização de 97,4% da colheita da cana no Estado.

Com o fim do uso da queima controlada do canavial, técnica antes utilizada para facilitar o corte manual da planta, deixou-se de emitir mais de 9,7 milhões de toneladas de CO2 e mais de 56 milhões de toneladas de poluentes atmosféricos. Para se ter uma ideia dos ganhos ambientais, os números equivalem ao que é emitido anualmente por 161 mil ônibus em centros urbanos.

Outros resultados do Protocolo indicam que, nos últimos dez anos, a indústria canavieira paulista recuperou mais de 200 mil hectares de matas ciliares e 8.230 nascentes, área correspondente à mais 300 mil campos oficiais de futebol. Além disso, o setor sucroenergético reduziu em 40% o consumo de água em operações industriais para o processamento da cana, tendo ainda investido mais de 3 bilhões na compra de equipamentos e implementos agrícolas e qualificando mais de mais de 26 mil  trabalhadores rurais.

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