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Novos termos e expressões marcam a comunicação do setor

24 de junho de 2009

Cana, simplesmente, em vez de cana-de-açúcar? Ou cana energética? Posto de combustível em lugar de posto de gasolina? Indústria sucroenergética e não mais sucroalcooleira? Estes são exemplos de uma nova terminologia que melhor define as características da atividade canavieira no Brasil, e que em muitos casos já vem sendo adotada tanto pelo setor quanto pela mídia brasileira e mundial.

Com o alto nível de investimento tecnológico e a diversificação crescente dos últimos anos, a cana, tradicional matéria-prima usada na fabricação de açúcar, teve seu aproveitamento ampliado para a produção do etanol e da bioeletricidade, que deve ganhar escala nos próximos anos. Isso tem levado à adoção da nova terminologia, de forma até natural. É o caso do Fórum Nacional Sucroalcooleiro, que reúne entidades de classe e lideranças do setor e anunciou recentemente a mudança de seu nome oficial para Fórum Nacional Sucroenergético. Segundo o executivo do Fórum, Pedro Luciano Oliveira, “a mudança acompanha o perfil atual da indústria canavieira no País, que atualmente fabrica muito mais do que açúcar e etanol, além da produção de bioeletricidade, que colocou o setor também no campo da energia”.

A questão sobre uma nova terminologia do setor também foi levantada no 2° Encontro de Comunicação entre a UNICA e suas empresas associadas, realizado em maio (13/05/2009), na cidade de Ribeirão Preto (SP), onde representantes das usinas manifestaram-se favoravelmente ao desdobramento do tema. Adhemar Altieri, diretor de comunicação corporativa da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), acha que esta discussão vai continuar evoluindo: “É natural que se busque a melhor definição para a planta e as atividades a ela ligadas, e em breve veremos isso com a adoção cada vez maior da palavra etanol substituindo álcool, já autorizada pela ANP. É um ajuste importante, pois o resto do mundo já conhece esse combustível como etanol, que é o nome técnico correto também em português.”

Atualmente, o consumo do etanol já substitui em mais de 50% a demanda por gasolina no País. O índice foi atingido graças à comercialização crescente de carros flex-fuel, o que possibilita o abastecimento com etanol, gasolina ou a mistura dos dois em qualquer proporção. No Brasil, os modelos bicombustíveis já respondem por 90% das vendas de veículos leves.

Para Altieri, até a expressão cana-de-açúcar, usada há séculos, parece a caminho de ser substituida. “Já temos exemplos em que a expressão cana energética aparece, em notícias e estudos sobre o tema”, afirma.