22 de novembro de 2010

Dados da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (Environmental Protection Agency, EPA na sigla em inglês) mostram que oito usinas brasileiras já cumpriram as exigências burocráticas do governo americano para poder exportar etanol para os EUA. O cadastramento e aprovação de usinas que pretendem exportar seu produto para o principal mercado consumidor de combustíveis do mundo é exigido como parte do RFS (Renewable Fuel Standard), conjunto de normas que regula a produção e a utilização de biocombustíveis no país.

De acordo com o representante-chefe da União da Indústria de Cana-de-Açúcar nos Estados Unidos, Joel Velasco, essa movimentação por parte das usinas brasileiras é muito importante, pois sem o cadastramento prévio, exportar para os Estados Unidos se torna uma operação bem mais complexa e desnecessariamente demorada. “O ideal é que as usinas se preparem para essa oportunidade, pois a projeção de demanda por etanol nos EUA é crescente ano após ano, e o etanol brasileiro já tem o reconhecimento da EPA como biocombustível avançado, o que o torna desejável neste mercado,” explica.

Velasco lembra que também é fundamental o cadastramento de usinas brasileiras junto ao governo do estado da Califórnia, que observa uma regulamentação própria mais severa do que as regras federais americanas. Dentro da regulamentação aprovada pelo Conselho de Qualidade do Ar do da Califórnia (California Air Resources Board, ou CARB), o etanol brasileiro de cana também é reconhecido como produto de baixo carbono necessário naquele estado americano, conhecido por seu posicionamento sempre mais arrojado quando envolve questões ambientais.

“A California sozinha tem mais automóveis em circulação do que o Brasil inteiro e consome um volume de combustíveis superior ao brasileiro. É provável que as primeiras movimentações no sentido de ampliar as exportações brasileiras para os EUA ocorram nesse estado já em 2011, portanto o cadastramento junto ao CARB é tão importante quanto o da EPA,” conclui Velasco.

As usinas que já cumpriram as exigências da EPA e estão habilitadas para qualificar seu etanol como “biocombustível avançado” nos EUA são: Cargill Cevasa, Della Coletta Bioenergia, Açúcar Guarani – Severínia, LDC Bioenergia e quatro usinas ligadas à Copersucar S.A. Todas são associadas à UNICA. No caso da Califórnia, nenhuma usina brasileira completou o cadastramento até agora. A Califórnia vai exigir o consumo de combustíveis de baixo carbono já a partir de 1 de janeiro de 2011.

Tanto no caso da EPA quanto do CARB, o cadastramento é um processo simples, que pode ser completado em grande parte online através dos sites das duas entidades. A equipe do escritório de Washington da UNICA está à disposição das associadas que necessitarem de apoio para completar os dois processos.

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