8 de junho de 2010

“O fato de termos descoberto o pré-sal não significa que abandonaremos a predominância dos combustíveis renováveis na nossa matriz energética.” Assim se posicionou a pré-candidata a Presidência e ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, em seu discurso na cerimônia de entrega do Prêmio TOP ETANOL, realizado nesta segunda-feira (07/06), em São Paulo.

Dilma garantiu aos representantes da cadeia produtiva da cana-de-açúcar que, caso seja eleita presidente, o Brasil não poderá desperdiçar a posição diferenciada em relação a outros países neste aspecto. “Acredito que nos próximos anos o etanol vai representar em torno de 80% do consumo de combustíveis líquidos no País, em especial nos carros leves e automóveis comerciais,” observou.

Corrida tecnológica

“Eu assumo esse compromisso com vocês, vamos lutar sistematicamente para não perder essa corrida tecnológica”, ressaltou a candidata, explicando que o aprimoramento das tecnologias atualmente existentes no setor sucroenergético nacional é o caminho ideal para se garantir a continuidade na expansão da produção e utilização de um combustível renovável no Brasil, além de ampliar a sua participação na matriz energética mundial.

“Poucas empresas no mundo conseguem competir com a qualidade dos equipamentos nacionais de produção de etanol. Temos que continuar avançando nesse sentido,” sublinhou a candidata Dilma.

Mercado internacional

Para transformar o etanol em um produto de uso global, livre das tarifas e barreiras comerciais existentes atualmente, a candidata acredita que o primeiro passo é mostrar cada vez mais ao mundo que a produção de cana é uma atividade sustentável no Brasil.

“O etanol reúne qualidades inequívocas. Primeiro porque é um combustível limpo, que atende a crescente demanda por fontes menos poluentes diante dos problemas causados pelas mudanças no clima. Em segundo lugar, o etanol é renovável, respondendo pela questão da segurança energética de um País. E, por último, trata-se de um combustível acessível, pois tem preços extremamente competitivos, tanto em comparação a outros tipos de combustíveis alternativos, como também em relação à gasolina”.

Projeto AGORA

O TOP ETANOL faz parte do Projeto AGORA, a principal iniciativa de comunicação e marketing integrado do setor sucroenergético brasileiro e uma das maiores do agronegócio nacional, reunindo as empresas Itaú-Unibanco, Monsanto, Amyris, Basf, BP, Dedini, FMC e SEW Eurodrive, todas ligadas à cadeia produtiva da cana-de-açúcar.

Participam também as entidades representativas dos produtores de açúcar, etanol e bioeletricidade de cinco estados: ALCOPAR (Associação dos Produtores de Bioenergia no Estado do Paraná); BIOSUL (Associação dos Produtores de Bioenergia do Mato Grosso do Sul); SIAMIG (Sindicato da Indústria de Fabricação do Etanol no Estado de Minas Gerais); SIFAEG (Sindicato da Indústria dos Fabricantes de Etanol do Estado de Goiás); SINDALCOOL (Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras de Mato Grosso); UNICA e a ORPLANA (Organização dos Plantadores de Cana da Região Centro-Sul).

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