9 de setembro de 2011

undefinedA fabricação de plástico, diesel e energia elétrica a partir da cana-de-açúcar demonstram o quanto o País tem avançado tecnologicamente no desenvolvimento de novos produtos de origem renovável, cuja demanda só tende a aumentar com a crescente escassez do petróleo. Esta é a conclusão de Cyro Eyer do Valle, vice-presidente da International Union of Air Pollution Prevention and Environmental Protection Associations (Iuappa), entidade britânica com atuação no campo ambiental, presente em 45 países.

Liderando um grupo de quatro estudiosos no assunto, o executivo esteve na sede da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), em São Paulo, no dia 20 de agosto, para entender melhor o papel da cana e seus derivados na redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE).

“É notável verificar a expansão da bioenergia no Brasil, com produtos que utilizam a cana como matéria prima, caso dos plásticos ‘verdes’ e os biohidrocarbonetos. Logo eles substituirão os de origem fóssil,” destaca Valle, que também é diretor internacional da Associação Brasileira de Ecologia e Prevenção à Poluição (Abeppolar), instituição associada à Iuappa desde 1996.

Na UNICA, a delegação foi recebida pelo consultor em Tecnologia e Emissões da entidade, Alfred Szwarc. Após receberem informações e dados sobre o setor sucroenergético brasileiro, com foco nos benefícios ambientais proporcionados pela produção e utilização do etanol, que comparado à gasolina reduz as emissões de gás carbônico (CO2) em até 90%, os visitantes seguiram para a Usina Ester, associada da UNICA, no município de Cosmópolis (SP).

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