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Para Greenpeace, biomassa sofre com falta de incentivo e leilões

7 de abril de 2014

“Talvez não seja do conhecimento de todos, mas o Greenpeace faz uma defesa do etanol e principalmente da bioeletricidade há um bom tempo.” Assim começou a apresentação do coordenador de Campanha de Energias Renováveis do Greenpeace no Brasil, Ricardo Baitelo, durante o Seminário “1º de abril: dia da verdade sobre a bioeletricidade,” realizado em 01/04 na Câmara dos Deputados em Brasília (DF).

Baitelo destacou um estudo do Greenpeace, uma das principais organizações não-governamentais do mundo com foco em questões ambientais, intitulado ‘Revolução Energética,’ que projeta a energia necessária para suprir a demanda do Brasil nas residências, indústrias e transportes até 2050. O estudo mostra que até lá, a matriz energética será três vezes maior do que hoje e só com o aumento da participação de renováveis será possível alcançar os objetivos.

“As fontes complementares: biomassa, eólica e solar, devem representar 50% da matriz brasileira em 2050, Hoje, este percentual está em aproximadamente 13%,” concluiu.

Baitelo também deixou claro que existem barreiras a serem superadas para que tais cenários sejam alcançados, principalmente quando o assunto é a bioeletricidade. Alinhado com as principais reivindicações expostas diversas vezes em outros momentos do seminário, Baitelo citou a falta de incentivo, investimentos e perda da competitividade da biomassa em relação a outras fontes, além do formato equivocado dos atuais leilões de energia.

“Nós defendemos também a energia eólica, mas deveriam haver leilões exclusivos. Assim evitaríamos que a eólica ofusque outras fontes com externalidades diferenciadas,” disse o coordenador do Greenpeace, lembrando também que tanto a bioeletricidade quanto o etanol de cana-de-açúcar levam vantagens nos quesitos redução de emissões de gases de efeito estufa e geração de empregos.
Bancada do Seminário “1º de abril: dia da verdade sobre a bioeletricidade”
O deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP), líder da Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético na Câmara, agradeceu a presença de Baitelo e finalizou da seguinte maneira: “Tem todo um significado a presença do Greenpeace aqui. Por muitas vezes ficamos no contraditório entre questões ambientais e de produção, e nós temos essa fronteira comum, que é o etanol e queremos ter outras mais para manter a boa convivência com o movimento ambientalista.”

O seminário foi organizado pelo Projeto AGORA, em parceria com a Frente Parlamentar liderada por Arnaldo Jardim e a Comissão de Minas e Energia da Câmara Federal.