29 de novembro de 2013

Encontros mais estimulantes, com um conteúdo inovador e integrado a disciplinas regulares, como matemática, biologia, geografia e português, deixando-as mais atrativas para os alunos. É assim, atrelado a uma pitada de estímulo e criatividade dos professores, que o Projeto AGORA, através de sua iniciativa educacional “Estudo Municípios Canavieiros – Bioletricidade,” foi avaliado por diversos professores que participaram das 33 oficinas oferecidas ao longo dos cinco meses de realização da iniciativa.

Dirigido a alunos dos 8º e 9º anos da rede pública de ensino de 100 cidades em 10 estados brasileiros, o “Estudo Municípios Canavieiros – Bioeletricidade” foi criado para estimular a discussão em salas de aula sobre os diversos tipos de energia existentes no Brasil, como a hidrelétrica, eólica, solar, a extraída da cana-de-açúcar e a produzida por termelétricas movidas a combustíveis fósseis. Quinta iniciativa educacional realizada pelo Projeto AGORA, o Estudo impactou entre os meses de junho e novembro os estados de Alagoas, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco e São Paulo.

“Geralmente, nossas aulas são limitadas, com poucos recursos. Mas, o material possibilitou o uso de outras ferramentas, como vídeo, internet e uma frequência maior no laboratório de ciências, o que tornou o ensino mais prazeroso. Foi muito bom ver o interesse dos estudantes, com certeza, eles amaram,” afirmou a professora de ciências Adriana Cristina Machado, da Escola Estadual Maria Conceição Rodrigues Magon, em Sertãozinho (SP).

Segundo a educadora, apesar de viverem em uma cidade canavieira, muitos alunos desconheciam os produtos energéticos que saem das usinas. “No currículo escolar pouco se fala sobre alternativas ao uso do petróleo, bem como de outras formas de produção de energia. Com o Estudo, os alunos entendem a importância do uso da biomassa e o incremento que ela pode dar à matriz energética do País,” afirmou.

A profundidade e disposição do conteúdo dos materiais foram alvos de elogios também por parte do professor de geografia, Antônio Guindalini da Escola Estadual “Ferrucio Chiaratti”, também de Sertãozinho (SP). O educador, motivado pela curiosidade de seus alunos, levou o grupo para conhecer o dia a dia da usina São Martinho, em Pradópolis (SP).

“Mostrar na prática o que vimos em sala de aula foi uma experiência muito enriquecedora. Agregou conhecimento e estimulou a criatividade dos estudantes,” destacou.

Para a coordenadora do AGORA, Amanda Turano, os depoimentos refletem o princípio educativo adotado pelo Projeto AGORA em suas iniciativas educacionais. “Quando os parceiros se juntam para elaborar um projeto, é levada em conta a aceitação do tema, mas só sabemos se é bom, se está sendo útil para a sociedade, ao ver na prática. E temos percebido que mais uma vez, acertamos. Energia é um assunto global e o uso da bioeletricidade é, sem dúvidas, de grande relevância para um futuro realmente sustentável,” destacou.

Projeto AGORA foi criado em 2009 e conta com 11 entidades e cinco empresas parceiras. As iniciativas educacionais, realizadas anualmente, já impactaram quase 4 milhões de estudantes nos principais estados brasileiros produtores de etanol, açúcar e bioeletricidade.

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