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Ação da indústria de etanol de milho contra lei da Califórnia

13 de janeiro de 2010

undefinedEram esperados os processos abertos pela indústria de etanol de milho dos Estados Unidos contra a lei californiana de combate ao aquecimento global, que podem vir a dificultar a implementação de regras que valorizam os benefícios do etanol de cana brasileiro, na avaliação da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA).

A lei levou à criação o Padrão de Combustível de Baixa Emissão de Carbono (ou LCFS, em inglês), aprovada pelo Conselho de Qualidade do Ar do estado da Califórnia (CARB, em inglês) em 2009. A indústria do etanol de milho acusa o CARB de ilegalmente restringir o comercio interestadual nos EUA, o que é inconstitucional nos EUA.

“O CARB reconheceu a contribuição do etanol brasileiro no combate ao aquecimento global após atualizar os cálculos sobre a redução de emissões do combustível feito de cana. Como era aguardado, a indústria do etanol do milho não está satisfeita com os resultados das análises do CARB e agora quer por em risco todo o programa daquele estado”, disse o representante-chefe da UNICA na América do Norte, Joel Velasco.

“Não é surpresa e esperamos que outros grupos – como algumas empresas de petróleo – recorram à Justiça.  Mas estamos confiantes que o processo jurídico não venha afetar negativamente nossas conquistas no reconhecimento dos benefícios do etanol de cana,” completa Velasco. A Califórnia consome anualmente  seis bilhões de litros de etanol hoje.

O LCFS vai promover, a partir de 2011, uma redução na intensidade do carbono de todos os combustíveis usados naquele estado, com a intenção de atingir uma redução de pelo menos 10% até 2020. Segundo Velasco, os esforços da UNICA continuarão para assegurar que todas as reduções atingidas pelo etanol brasileiro sejam reconhecidas antes do início da fase de implementação.

Para visitar a página do California Air Resources Board (CARB), clique aqui.