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Declaração do presidente da BP reconhece valor do etanol

20 de maio de 2009

Para o principal executivo da gigante petrolífera BP, Tony Hayward, o etanol de cana-de-açúcar produzido no Brasil é o biocombustível de primeira geração que mais faz sentido para o mundo. A declaração, feita nesta terça-feira (12/05/2009), é um reconhecimento do valor da experiência bem-sucedida de produção e uso de etanol no Brasil, na opinião do representante-chefe da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) para a América do Norte, Joel Velasco.

Hayward declarou que a América Latina terá um papel significativo no desenvolvimento de novas reservas de petróleo e no avanço de alternativas aos combustíveis fósseis, como o etanol de cana-de-açúcar. Ele afirmou que a BP prevê o aumento da mistura de biocombustíveis na gasolina: “Eu acredito que na próxima década a mistura de biocombustíveis na gasolina deverá alcançar 20%, tanto nos Estados Unidos como na Europa”.

De acordo com Velasco, “é bom ver companhias tradicionalmente focadas em petróleo, como a BP, reconhecendo que o futuro da energia renovável está na bioenergia da cana-de-açúcar”. O representante da UNICA adiantou os avanços que ainda são esperados do combustível de cana. “O etanol de cana é um dos meios que estamos utilizando para levar energia limpa e renovável do Brasil para o mundo. No futuro breve, teremos outras moléculas como o butanol e com certeza, um dia, a biogasolina”.

Velasco lembrou que a cana já está ocupando espaços que antes eram exclusivos da indústria petroquímica. “Empresas como a Coca-Cola e a Braskem já mostram que a cana pode substituir o petróleo na formulação das garrafas de plástico”, completou, referindo-se à utilização de polietileno derivado de álcool de cana para produção de bioplástico.

Mario Lindenhayn, presidente da BP Biofuels Brasil, aposta no potencial do etanol de cana e da frota de veículos bicombustível do País. “Com a tecnologia flex, a demanda por etanol no mercado brasileiro vem crescendo a uma taxa superior a 10% ao ano. O Brasil representa e continuará representando aproximadamente um terço da demanda mundial de etanol e apresenta potencial suficiente para atender o crescimento interno assim como as exportações decorrentes da demanda mundial futura”.

Lindenhayn argumenta que o etanol de cana-de-açúcar representa hoje o biocombustível mais competitivo no mundo com potencial de otimizar ainda mais o custo ao longo de toda cadeia pro