6 de maio de 2010

undefinedO acordo anunciado na sexta-feira (30/04) entre a Petrobras Biocombustíveis e a controladora no Brasil da Açúcar Guarani, a francesa Tereos International, realça as profundas mudanças em termos de governança corporativa que vem ocorrendo no setor sucroenergético nacional e mais uma vez demonstra que são muitas as oportunidades ainda a ser exploradas. A avaliação, feita após a divulgação dos detalhes de mais uma grande transação no setor, é do presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Marcos Jank.

“Havia uma crítica velada até aqui, sem fundamento concreto, de que o setor estava sendo ‘vendido ao capital estrangeiro,’ o que a UNICA sempre identificou como uma visão equivocada. A presença da Petrobras em um negócio desta importância e magnitude reforça os argumentos de que o Brasil caminha corretamente para uma solução limpa, renovável e econômica com o uso do etanol de cana,” afirmou Jank.

De acordo com informações divulgadas pelas duas empresas, a Petrobras Biocombustíveis comporá o capital social da  Açúcar Guarani, que é subsidiária do Grupo Tereos. O investimento previsto,  em etapas,  será de R$ 1,6 bilhão, considerando um preço por ação de R$ 5,83. Terminado o aporte de capital, a Petrobras Biocombustíveis obterá participação societária de 45,7% na Guarani, a quarta maior processadora de cana do País segundo informações fornecidas pela empresa. A Guarani, por sua vez, é parte da Tereos Internacional, empresa criada recentemente pela Tereos que engloba atividades em outros países, que terá sede em São Paulo e agora se une à maior empresa brasileira, a Petrobras.

Jank ressalta que a intenção do novo grupo em investir não só em produção de etanol, mas também em cogeração de energia é algo louvável e estratégico. “Os estrategistas começam a avaliar o negócio como um todo, sem fragmentá-lo. Enxergam a grande janela de oportunidade que temos em mãos e que não podemos desperdiçar,” acrescenta.

Durante a teleconferência aos investidores nesta segunda-feira (03/05), para esclarecimentos da constituição do novo grupo, o diretor-presidente da Guarani, Jacyr Costa Filho, destacou que nos próximos cinco anos o mercado de etanol deve dobrar no Brasil,  Europa e Estados Unidos. Já os negócios de cogeração de energia nesse período serão cinco vezes maiores que os atuais, diz ele. “A associação que celebramos é um grande passo não somente para nós, mas para todo o setor sucroenergético,” avaliou Costa.

 

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