7 de março de 2014

A expansão das parcerias da Syngenta com os principais centros de pesquisa e tecnologia do setor sucroenergético brasileiro, anunciada em 20/02, deve contribuir para importantes ganhos de eficiência agrícola no setor sucroenergético. Foi incluído entre as parcerias da empresa o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), e confirmada a continuação de acordos com a Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (Ridesa) e o Instituto Agronômico de Campinas (IAC).

Todos tornarão disponíveis seus bancos genéticos para toda a base de clientes da Syngenta. As variedades serão utilizadas dentro da plataforma de tecnologia de plantio PLENE para os produtos Plene Evolve, com mudas desenvolvidas para viveiros pré-primários, e Plene PB, com mudas pré-germinadas.

Para o consultor em Tecnologia e Emissões da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Alfred Szwarc, “medidas como esta oferecem alternativas viáveis para avanços em produtividade, auxiliando o setor a enfrentar os enormes desafios no campo que há pela frente.”

De acordo com o diretor Global de Marketing da empresa, Adriano Vilas Boas, o trabalho conjunto com centros de excelência disponibiliza um portfólio de variedades para o plantio de cana que é mais completo e de melhor qualidade. “Viabilizamos a comercialização de variedades mais produtivas, e com isso reforçamos nossa oferta de soluções integradas com tecnologia para o aumento de produtividade e qualidade na produção brasileira de açúcar e etanol,” afirmou.

O gerente de Suprimentos do CTC, Erich Stingel, afirma que investir na formação de viveiros é condição primordial para que se obtenha longevidade e bons índices de produtividade: “O que difere um viveiro de um canavial comercial são os cuidados adicionais adotados em todas as etapas do processo de produção, visando a obtenção de plantas de alta qualidade em relação às suas características físicas, fisiológicas e fitossanitárias.”

Stingel explica que com relação a às pragas, os viveiros passam por um controle rigoroso de pestes e plantas daninhas, além de inspeções periódicas para eliminação de vegetais com sintomas de doenças.

Entre as variedades do CTC, que serão utilizadas exclusivamente no Plene Evolve, estão a CTC21, que confere maior tolerância às principais doenças, e a CTC7, apta ao plantio de inverno. Entre as opções do IAC estão a IACSP95-5000, que garante alta produtividade e adaptação à mecanização, e a IACSP95-5094, com alto teor de sacarose e florescimento raro. Como destaques da Ridesa estão a RB965902, de alto teor de sacarose e excelente sanidade, e a RB928064, com alto teor de sacarose em final de safra e menor florescimento. As variedades do IAC e da Ridesa estão disponíveis tanto para Plene Evolve quanto para Plene PB e já estão prontas para a safra 2014/2015.

Para o pesquisador e líder do Programa Cana do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Marcos Guimarães de Andrade Landell, esta ação da Syngenta de disponibilizar, por meio de mudas sadias e de alta qualidade, novas tecnologias varietais, comprova um esforço que o Programa Cana tem feito na última década, através da expansão de novas variedades, treinamentos e desenvolvimento de conceitos e métodos de plantio.

“A ação e tecnologias da Syngenta são muito bem vindas. Além de acelerar a adoção de novas variedades, que certamente irão impactar os níveis de produtividade da canavicultura brasileira, a qualidade de mudas gera benefícios diretos e indiretos, reduzindo de maneira significativa a possibilidade de dispersão de pragas e doenças via multiplicação vegetativa,” disse Landell.

Além de ganhos de produtividade, Landell explica que os acordos promovem canaviais de maior longevidade, gerando sustentabilidade para todo o sistema de produção de cana. “As excelentes variedades IAC disponibilizadas para o processo de multiplicação do Plene PB e Plene Evolve com certeza ajudarão a promover estes benefícios,” concluiu.

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