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Australianos querem cooperação com Brasil sobre combustíveis

12 de abril de 2011

O Brasil pode ser um importante parceiro para que a Austrália desenvolva uma economia de baixo carbono baseado em fontes renováveis, como o etanol de cana-de-açúcar. Foi com essa perspectiva que uma delegação formada por cinco representantes do governo australiano visitou na quarta-feira (06/04) a sede da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), em São Paulo. Na bagagem, perguntas sobre o mercado brasileiro e as tecnologias de última geração empregadas na produção do etanol de cana.

“Trabalhamos com um nível mandatório de mistura do etanol à gasolina, e por esta razão há muitos debates na Austrália sobre a produção e uso de etanol. Delegações como esta, em visita à UNICA, são muito importantes para obter maiores informações sobre o funcionamento deste mercado,” ressaltou Harry Jenkins, presidente da Câmara dos Deputados da Austrália. O representante australiano também fez questão de afirmar que seu país “ficaria honrado em ajudar o Brasil a promover o etanol pelo mundo.”

Assim como o Brasil, a Austrália é um grande produtor de cana-de-açúcar. Entretanto, diferentemente do caso brasileiro, os australianos possuem pouca disponibilidade de terra para expansão da produção de etanol, em detrimento do açúcar. “O grande salto na produção de um combustível renovável naquele país deverá ocorrer somente a partir da viabilização econômica do etanol celulósico, produzido a partir do bagaço da cana, algo esperado nos próximos quatro ou cinco anos,” comenta Eduardo Leão de Sousa, diretor executivo da UNICA.

A delegação foi recebida na UNICA pela analista de relações institucionais da entidade, Luana Maia, que explicou ao grupo a história da indústria nacional de biocombustíveis ao longo do século 20, especialmente após a desregulamentação do mercado brasileiro, ocorrida no final da década de 1990: “Eles estavam muito interessados em compreender de que forma ocorreu o desenvolvimento do setor sucroenergético brasileiro, se impulsionado pelo governo ou pela iniciativa privada,” destacou.

Delegação australiana:

Deputado Harry Jenkins, Presidente da Câmara
Senadora Judith Troeth, Vice-Líder da Delegação
Deputado Dick Adams
Deputado Patrick Secker
Senadora Ursula Stephens
Lalita Kapur, Terceira Secretária (Embaixada da Austrália)