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Parlamentares alegam que meio-ambiente é prioridade para setor

28 de setembro de 2009

A produção sustentável de etanol no Brasil foi um dos principais temas de um café-da-manhã na Câmara dos Deputados em Brasília nesta quarta-feira (23/09/2009), que reuniu cerca de 30 parlamentares ligados às Frentes Parlamentares Ambientalista e Pró-Biocombustíveis. Para o palestrante convidado do evento organizado pelas duas frentes, o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) Marcos Jank, o encontro foi uma valiosa oportunidade para deixar claro para os participantes que o setor sucroenergético brasileiro possui uma agenda ambiental ampla e consistente.

“Das inúmeras ações que estão em andamento na UNICA a maioria é voltada à questão ambiental, algo que talvez não fosse do inteiro conhecimento da platéia. O próprio etanol é um combustível renovável que contribui com a redução de emissões de gases de efeito estufa e é atualmente a melhor solução disponível para mitigar os efeitos do aquecimento global”, esclareceu Jank.

Perguntado sobre a posição da UNICA em relação ao “Zoneamento Agroecológico da Cana-de-Açúcar”, lançado pelo governo na segunda quinzena de setembro, Jank respondeu que a entidade considera positiva a medida, mas que ainda são necessários alguns aperfeiçoamentos. Ele adicionou que a questão do zoneamento da cana será aprofundada durante um seminário, que será realizado pela UNICA em Brasília no dia 14 de outubro. “Vamos discutir a criação de um marco regulatório para os biocombustíveis no Brasil,” acrescentou.

O seminário, “Setor Sucroenergético e o Congresso Nacional: construindo uma agenda positiva” será realizado no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados. Durante o encontro, serão apresentados aos parlamentares novos estudos sobre diversos aspectos da indústria brasileira da cana-de-açúcar e seus principais produtos, com foco especial no etanol e na bioeletricidade. A UNICA vai tornar públicos os estudos para que sirvam como subsídios para o desenvolvimento de uma nova matriz energética para o país que proteja o forte conteúdo renovável que se observa hoje. Cerca de 46% de toda a energia gerada no Brasil vêm de fontes renováveis, índice muito superior ao registrado por países industrializados, onde as fontes renováveis respondem, em média, por apenas 7%.

Além de representantes de organizações não-governamentais (ONGs) e diversos parlamentares, participaram do café da manhã em Brasília os coordenadores das Frentes Parlamentares Ambientalista, deputado federal Sarney Filho, e Pró-Biocombustíveis, Antonio Carlos Mendes Thame.