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Patrocínio da Fórmula Indy pela Apex-Brasil ajuda a consolidar etanol como commodity global

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17 de novembro de 2008


A decisão da Apex-Brasil de assinar um primeiro entendimento visando ao patrocínio da Fórmula Indy, principal categoria do automobilismo mundial movida exclusivamente a etanol desde 2007, contribui para a consolidação do etanol como commodity global, na visão da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA). De acordo com a entidade, em nota oficial distribuída nesta segunda-feira (17/11/2008), a decisão da Apex-Brasil segue o espírito do Memorando de Entendimento em biocombustíveis assinado entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos no ano passado.



A assinatura do pré-acordo entre a Apex-Brasil e a Indy Racing League foi anunciada nesta segunda-feira, na abertura da 1ª Exposição Internacional Brasil Biocombustíveis no Hotel Grand Hyatt, em São Paulo. Para o presidente da UNICA, Marcos Sawaya Jank, a iniciativa contribui para o aprofundamento da parceria natural entre Brasil e Estados Unidos, principais produtores e consumidores de etanol do planeta que, juntos, respondem por mais de 75% do etanol mundial.



“Trata-se de uma contribuição para que o etanol atinja o status de commodity energética global e cumpra seus objetivos maiores, ajudando a garantir a segurança energética do planeta e a reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa”, completou Jank.



Há três semanas, a UNICA foi informada sobre a negociação entre a Apex-Brasil e a Indy Racing League (IRL), parceria que tem como objetivo principal o aproveitamento da temporada dessa categoria automobilística como veículo para viabilizar a promoção de diversos produtos brasileiros nos mercados onde ocorrem as competições da Indy: Estados Unidos, Canadá e Japão. A pedido da Apex-Brasil, a UNICA vai consultar suas empresas associadas para identificar interessadas em fornecer ou adquirir etanol para uso na composição do combustível a ser utilizado nas competições da Indy.



Independentemente da matéria-prima utilizada para produzir etanol – milho, cana-de-açúcar ou, no futuro, diferentes tipos de materiais celulósicos – a molécula final é a mesma: um combustível limpo e renovável, que reduz a dependência pelo petróleo e combate uma das principais causas das mudanças climáticas. Em um momento de graves dilemas financeiros, energéticos e ambientais, a UNICA acredita que o uso de etanol oriundo de diferentes matérias-primas agrícolas na Formula Indy simbolizaria o sonho de uma maior integração energética dos países americanos, com potencial para se estender por todo o planeta.



“Além dos pilotos brasileiros que já competem nessa categoria, a participação da Apex-Brasil na Fórmula Indy é uma evolução natural do processo. Estamos ansiosos para contribuir para que a Indy continue demonstrando todos os benefícios do uso do etanol em substituição aos combustíveis de origem fóssil. Trata-se de um trabalho de equipe, em que Brasil e Estados Unidos têm a obrigação de estar à frente na corrida global pela busca de fontes alternativas de energia”, acrescentou Jank.