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Setores público, privado e sociedade civil promoveram, na manhã desta segunda-feira (9), durante a 25ª Conferência das Partes sobre a Mudança do Clima (COP 25), em Madri, um diálogo sobre a ambição climática brasileira e como os diversos atores políticos podem contribuir com os desafios impostos pelas mudanças climáticas. A participação da UNICA faz parte do projeto setorial com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Promovido pelo Fórum Brasileiro de Mudança Climática e pelo Instituto Clima e Sociedade, o debate contou com a participação do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e do Presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

“Ouvimos as autoridades aqui presentes destacarem o grande potencial de desenvolvimento sustentável que o Brasil tem. E esse também é o papel da UNICA aqui na COP 25: mostrar que o Brasil já tem no etanol, nos biocombustíveis, um grande ativo, um grande patrimônio para o mundo. Nós promovemos desenvolvimento, renda, emprego no campo e na cidade, e, ao mesmo tempo, oferecemos um importantíssimo serviço ambiental”, destacou Evandro Gussi, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA).

Para o ministro Ricardo Salles, o Brasil tem o grande desafio de transformar ideias em ações e, segundo ele, a monetização dos recursos ambientais, no sentido de prover, realmente, recursos para o pagamento por serviços ambientais, é uma solução real.

“Precisamos encontrar uma fórmula, já que estamos discutindo o artigo 6 do Acordo de Paris, por meio do qual, aqueles que foram os maiores emissores da história recente da humanidade, se responsabilizem efetivamente, por aquilo que produziram do ponto de vista de emissões de gases, pelas florestas que suprimiram, quase em sua integralidade, além das ações que tomaram e continuam tomando. Os combustíveis fósseis continuam sendo os principais responsáveis pelas emissões. Importante essa nossa ação conjunta porque é dela que virão os recursos para a manutenção da floresta em pé”, ressaltou o ministro.

Durante o debate, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reforçou que não serão aceitos retrocessos na política ambiental brasileira. “O parlamento brasileiro votou um acordo, assumiu um compromisso com o mundo e, como presidente do Senado, cumprirei a palavra do Congresso Nacional”, prometeu.

#BringBackMyBlueSky

A UNICA lança durante a COP 25, a campanha “Bring Back My Blue Sky”, com o objetivo de mostrar os resultados positivos do uso do etanol no Brasil, especialmente para a qualidade do ar nos grandes centros urbanos.

Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), o Brasil tem a matriz energética mais limpa entre os grandes consumidores globais, com a maior participação de energias renováveis.
Pouco mais de 45% da energia produzida no país é renovável. Para se ter uma ideia, esse percentual representa mais que o triplo da média mundial, e a cana-de-açúcar é a principal fonte de energia sustentável do Brasil, responsável por 17,4% da matriz energética nacional.

Em 16 anos, o uso de etanol puro nos tanques dos carros dos brasileiros, mais a mistura obrigatória de 27% do biocombustível à gasolina, transformou o céu do país. Nesse período, 535 milhões de toneladas de CO2 deixaram de emitidos. Esse valor representa as emissões anuais de CO2 da Polônia, ou ainda, equivalente à soma das emissões totais de Argentina, Peru, Equador, Uruguai e Paraguai.

Na semana passada, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) lançou a versão 2019 do Relatório sobre a Lacuna de Emissões (Emissions Gap – Report 2019), que aponta que o Brasil progrediu no setor de energia. De acordo com o documento,  entre 2015 e setembro de 2019, o mercado favoreceu as energias renováveis.

O Relatório destaca também que a produção de etanol no Brasil, com o lançamento da nova Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), será ampliada e, com isso “o país provavelmente atenderá às metas mencionadas na NDC brasileira para o setor de transportes”, diz trecho do documento.

Projeto

A Apex-Brasil e a UNICA tornaram pública em fevereiro de 2008 uma estratégia para promover a imagem dos produtos sucroenergéticos no exterior, em especial do etanol brasileiro como uma energia limpa e renovável. As duas entidades assinaram um convênio que prevê investimentos compartilhados. O projeto pretende influenciar o processo de construção de imagem do etanol e demais derivados da cana junto aos principais formadores de opinião mundial – governos e meios de comunicação, bem como empresas de trading, potenciais investidores e importadores, ONGs e consumidores.