6 de outubro de 2016

Doenças ocasionadas por gases de efeito estufa afetam uma em cada dez pessoas no planeta
Em 2013, de acordo com um novo estudo do Banco Mundial, 5,5 milhões de pessoas (62 mil no Brasil) morreram prematuramente por problemas cardiovasculares, câncer de pulmão e outras complicações respiratórias causadas pela poluição ambiental, principalmente crianças e idosos. Para se ter uma ideia do perigo que a degradação ambiental representa para a humanidade, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, a cada ano, aproximadamente 1 milhão de pessoas perdem a vida em acidentes de trânsito, menos de 20% do total dos óbitos causados pela poluiçao.

Nas 122 páginas do relatório “O Custo da Poluição do Ar” (“The Cost of Air Pollution: Strengthening the Economic Case for Action”), divulgado pelo Banco Mundial em setembro, inúmeros dados apontam combustíveis sólidos (lenha e carvão) e fósseis (gasolina e diesel) como as principais fontes do problema.

O documento, elaborado em parceria com o Instituto de Métrica e Avaliação em Saúde da Universidade de Washington (IHME), calcula que em relação aos anos de vida produtiva perdidos por ocasião da poluição (proventos que deixaram de circular em função de mortes prematuras), a economia global amargou prejuízo de US$ 225 bilhões (US$ 4,9 bilhões no Brasil).

Para o diretor Executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Eduardo Leão de Sousa, o estudo é relevante, não somente pelo seu alerta do ponto de vista dos impactos sociais, mas também por atribuir peso econômico às mortes causadas pela emissão de gases de efeito estufa, demonstrando de forma clara como este fato restringe a prosperidade de uma nação e o bem-estar geral da humanidade.

“Este é um dos trabalhos mais completos e isentos em termos de se correlacionar os custos sociais e financeiros advindos dos derivados de petróleo. São dados que traduzem a necessidade urgente por investimentos em energias renováveis, essencialmente em países subdesenvolvidos e em desenvolvimento”, afirma Eduardo Leão.

A vice-presidente de Desenvolvimento Sustentável do Banco Mundial, Laura Tuck, enfatiza que o levantamento pode ser um importante instrumento de pressão da sociedade por medidas que ajudem a limpar a matriz energética do planeta. “Esperamos que este estudo chegue aos formuladores de políticas públicas para que mais recursos sejam destinados à melhoria da qualidade do ar nos grandes centros urbanos. Apoiando cidades mais saudáveis e investimentos em fontes mais limpas, podemos reduzir as emissões ‘perigosas’, freando as mudanças climáticas e salvando vidas “, explica Laura.

No mundo, a média de produção e uso de energias renováveis é de 13%, índice bem inferior ao do Brasil, que apresenta 40%. Esta vantagem se deve, em boa parte, à presença dos produtos sucroenergéticos nos setores de transporte e eletricidade – em 2015, 17% de toda energia consumida no País veio da cana.

Para baixar o estudo do Banco Mundial, clique aqui.

Para baixar o estudo da USP, clique aqui.

Publicações Recentes

Veja Também

Expansão dos canaviais é prioridade para garantir oferta de etanol

Consumo recorde de etanol em fevereiro

Nesta segunda-feira (02/04), o Comitê do RenovaBio, iniciativa estratégica para a descarbonização do setor veicular por meio do uso de biocombustíveis, esteve reunido em Brasília para a sua primeira reunião ordinária. Com a presença de

ler mais
Expansão dos canaviais é prioridade para garantir oferta de etanol

Serra, Minc e Marina defendem etanol como alternativa na COP-15

Em um debate acalorado, com a presença do Governador José Serra, do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc e da senadora Marina Silva, o etanol de cana-de-açúcar ganhou destaque como solução de combate às mudanças climáticas nesta segunda-feira (14/12), durante a 15ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima

ler mais