12 de dezembro de 2023

Mais uma vez, a Brasilcom divulga análise para tentar desfigurar os objetivos do RenovaBio e subverter a opinião geral a respeito do Programa.

O estudo publicado pela Associação apresenta uma análise econométrica que simplifica demasiadamente o funcionamento dos mercados de gasolina e diesel, obtendo resultados absolutamente desconectados da realidade.

De janeiro a outubro deste ano, por exemplo, a análise apresentada pela Associação indica que a compra de Créditos de Descarbonização (CBios) exigiu um aumento de preço equivalente a R$ 0,14 por litro no caso diesel e de R$ 0,12 por litro para a gasolina. Se multiplicarmos esses valores pelo consumo de diesel e gasolina observado nesse período, obtemos um total de R$ 12,24 bilhões que, segundo o estudo apresentado, foram acrescidos ao preço dos combustíveis fósseis para custear a compra de CBios.

Ocorre, entretanto, que, segundo dados públicos disponíveis no site da B3, nesse mesmo período a compra de CBios pelos distribuidores totalizou apenas R$ 3,15 bilhões. Essa condição atesta de forma inequívoca que o impacto calculado pelo estudo é superestimado e não representa a realidade. Caso contrário, caberia à Associação explicar por que os distribuidores cobraram R$ 12,24 bilhões no preço dos combustíveis fósseis se o gasto com a aquisição de CBios totalizou apenas R$ 3,15 bilhões.

A lógica apresentada para 2023 se repete nas estimativas obtidas pela Associação para todos os anos. A superestimação dos efeitos do CBio nos preços de bomba dos combustíveis fósseis é tão destoante da realidade ao ponto de multiplicar toda a movimentação financeira desde o início do RenovaBio em quase quatro vezes.

Entre as limitações do estudo, é possível citar a especificação das equações, que  pressupõe uma relação linear entre as variáveis independentes e dependentes, além de não considerar problemas de endogeneidade inerentes a estimativas de equações de oferta e demanda. A ausência de variáveis importantes nas estimativas,  como a quantidade consumida, a renda das famílias e, especialmente, o preço dos combustíveis fósseis na refinaria, também pode explicar o enorme equívoco presente nos resultados divulgados.

Esse tipo de distorção apresentada por um grupo de distribuidoras contrárias ao RenovaBio é recorrente. Em julho deste ano, essas mesmas empresas afirmaram que não haveria créditos suficientes para o cumprimento das suas metas em setembro. Entretanto, o que se viu ao final de setembro foi uma oferta de CBios muito superior ao necessário para o atendimento das metas.

Essa dinâmica de divulgação constante de narrativas distorcidas sobre o RenovaBio se apresenta como exercício de desonestidade intelectual com as autoridades e com a opinião pública brasileira. Tais investidas contra o Programa são uma clara agressão dessas empresas ao meio ambiente, à geração de emprego e renda, e aos investimentos no Brasil.

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