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Produção e consumo de etanol avançarão 150% até 2020

30 de março de 2010

undefinedA produção e o consumo de etanol devem mais que dobrar nos próximos dez anos, de acordo com estudo realizado pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) e apresentado na última terça-feira (23/03) pelo presidente da entidade, Marcos Jank, durante o Sugar and Ethanol Brazil 2010, evento realizado em São Paulo pela consultoria F.O.Licht’s. Jank avalia que até 2020, o aumento na produção e no consumo atingirá a marca dos 150%.

O levantamento da UNICA aponta que 22% da moagem de cana da região Centro-Sul para a safra 2010/2011 será realizada por companhias de capital estrangeiro, um aumento expressivo em relação aos 7% da temporada 2007/2008. “Percebemos que isso está gerando um setor mais sólido, com mais estrutura de capital e com maior capacidade de fazer frente às demandas,” afirmou Jank.

Jank refere-se particularmente à joint-venture entre o Grupo Cosan e uma das maiores empresas de petróleo do mundo, a Shell: “A Shell seguiu a British Petroleum (BP) e a Petrobras, que já tinham participação no setor. Mas entrou com muito mais força.”

Para ele, a entrada da Shell no segmento de açúcar e etanol é um fator positivo, que proporciona mais visibilidade para o Brasil no mercado internacional, principalmente nos Estados Unidos e Europa. “A Europa é mais hesitante que os Estados Unidos, sem considerar a grande frota de veículos a diesel que circula nos países europeus,” ressaltou.

A consolidação envolvendo empresas do setor sucroenergético, que já vinha ocorrendo há algum tempo mas que nos últimos três a quatro anos ganhou intensidade, elevou consideravelmente a concentração de capital, explicou Jank. Enquanto na safra 2004/2005 cinco empresas respondiam por 12% do volume produzido, em 2009/10 esse percentual aumentou para 27%.

Carros Flex

Segundo a F.O. Licht’s, a produção de etanol no Brasil em 2010/2011 deve subir para 27,4 bilhões de litros, comparados com os 24 bilhões de 2009/2010. O consumo interno, segundo a consultoria, subirá de 22,5 bilhões para 25,2 bilhões de litros. “A frota de carros flex (no Brasil) continuará a se expandir e o etanol voltará a ser competitivo,” afirmou o diretor-geral da entidade, Christoph Berg.

O Sugar and Ethanol Brazil 2010, realizado entre 22 e 24 de março no Hotel Renaissance na capital paulista, reuniu importantes nomes do setor sucroenergético e autoridades internacionais, entre eles o diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério das Minas e Energia, Ricardo Dornelles; o Secretário de Produção de Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Bertone; e o presidente da BP Biocombustíveis para o Brasil, Mario Lilndenhayn.