15 de setembro de 2009

Apenas por usar álcool combustível, o etanol, em automóveis flex, o consumidor brasileiro já ajudou a evitar a emissão de mais de 48,4 milhões de toneladas de gás carbônico (CO2) desde 2003, quando os carros flex foram lançados no país. É o que atesta o “Carbonômetro”,  ferramenta desenvolvida pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) que estima a quantidade do poluente que deixou de ser emitida através da produção e uso do etanol em carros flex.

A cifra registrada no “Carbonômetro” na atualização de agosto pode ser atribuída a um aumento nas vendas de carros flex no mercado nacional.  Em agosto, os carros bicombustíveis leves licenciados no País representaram 94% do total de veículos comercializados no período, um recorde mensal que já havia sido registrado anteriormente em junho.

Tecnologia Flex

Na opinião do consultor de Emissões e Tecnologia da UNICA, Alfred Szwarc, “além de proporcionar economia para o bolso do consumidor, o uso crescente de automóveis flex leva à diminuição no consumo de combustíveis de origem fóssil (gasolina) e, consequentemente, à redução nas emissões de gases de efeito estufa”. Em comparação com a gasolina, o uso do etanol produzido a partir da cana-de-açúcar reduz em até 90% a emissão de CO2 na atmosfera.

O “Carbonômetro” está disponível para consulta no site www.etanolverde.com.br, criado pela UNICA em 2008 como apoio à campanha “Etanol: uma atitude inteligente”, lançada em agosto daquele mesmo ano.

Utilizando uma metodologia desenvolvida pela ONG SOS Mata Atlântica, o dispositivo mostra que o total de CO2 não emitido atingido na última atualização, de março de 2003 até agosto de 2009, equivale ao plantio e manutenção por 20 anos de mais de 154 milhões de árvores nativas.

Mercado nacional

No Brasil, 11 montadoras oferecem cerca de 90 modelos de veículos capazes de rodar com etanol, gasolina ou a mistura dos dois combustíveis. Projeções da UNICA indicam que em 2012, metade dos carros em circulação no Brasil será flex.

 

 

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