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Programa ampliará coleta de dados sobre a importância do etanol

11 de maio de 2016

Focado em pesquisas e soluções tecnológicas, o Programa Brasileiro de Combustíveis, Tecnologias Veiculares e Emissões (PCVE) permitirá levantamentos mais precisos das emissões de CO2 no setor de transporte e, consequentemente, melhoria do ar nas grandes cidades do País. O consultor de Emissões e Tecnologia da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Alfred Szwarc, acredita na relevância científica da iniciativa, fruto de um Acordo de Cooperação Técnica anunciado pelo Governo Federal na quarta-feira (04/05).

“Sabe-se que o etanol de cana, em comparação com a gasolina, emite até 90% menos CO2, e em relação ao diesel, 80%. A grande contribuição do PCVE será dimensionar estas vantagens ambientais em um contexto maior, investigando como a tecnologia veicular e a composição dos combustíveis influenciam na emissão de poluentes”, avalia Szwarc.

De acordo com o executivo da UNICA, outro ponto positivo da implantação do PCVE, que também analisará os impactos das emissões provocadas pela gasolina e diesel, vem do fato de o Brasil estar se alinhando a países desenvolvidos que já possuem programas semelhantes. Estados Unidos, Japão e algumas nações europeias já adotam processos e metodologias para classificar a qualidade dos combustíveis e definir a melhor tecnologia para os motores.

“A ideia do programa brasileiro está em consonância com a tendência mundial de se criar iniciativas que estimulem maior eficiência energética nos automóveis. Além disso, é mais do que oportuna a implantação deste projeto em nosso país, já que somos um dos líderes na produção e utilização de biocombustíveis”, ressalta o especialista.

O PCVE nacional é resultado de uma parceria envolvendo os Ministérios de Minas e Energia e Meio Ambiente (MMA), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Petrobras e a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA). Os estudos terão um comitê gestor, uma coordenadoria executiva e grupos de trabalhos técnicos específicos para cada objeto de pesquisa, em campo ou laboratório. Os nomes dos responsáveis pela condução do PCVE serão definidos em junho deste ano.