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Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular precisa avançar em 2012

20 de janeiro de 2011

A adesão silenciosa, porém efetiva das montadoras de automóveis ao Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) é digno de nota e deve ser estimulada cada vez mais, avalia Alfred Szwarc, consultor de tecnologia e emissões da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA). Em seu quarto ano, o PBEV tem como principal objetivo orientar o consumidor sobre os níveis de consumo de combustíveis e emissão de gases nos veículos novos.

“Além do preço e do design, o consumidor passa a se preocupar com a eficiência energética do carro, isto é, qual modelo é mais econômico em relação ao consumo de combustível na cidade ou estrada,” explica Szwarc. Ele lembra que embora seja um sistema de adesão voluntária, o relevante é que cada vez mais os fabricantes começam a perceber a importância deste recurso para o comprador na hora da compra.

A etiqueta do PBEV, que deve constar obrigatoriamente do manual do proprietário e nos pontos de venda, informa ao consumidor a classe de eficiência energética dos veículos dentro de  algumas categorias específicas como sub-compactos, compactos, médios, grandes, carga derivado, comercial leve e fora-de-estrada.

Selo

Em formato de adesivo, cuja fixação no automóvel é de livre escolha do fabricante, o PBEV traz informações sobre a versão, motor, transmissão e o nível de consumo de combustível do veículo. Setas coloridas apontam a categoria de consumo do veículo, com classificações da letra A até E. Se o modelo for classificado com um A, representa maior economia. Se receber a letra E, significa que consome mais combustível.

O Programa é uma iniciativa do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) em parceria com o Programa Nacional de Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural (Conpet), do Ministério de Minas e Energia, e conta com apoio da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e da Associação Brasileira de Empresas Importadoras de Veículos Automotivos (Abeiva).

Ford

Recentemente a Ford engrossou a lista das fabricantes que aderiram ao PBEV, que em 2010 já contava com a FIAT, KIA, Volkswagen, Renault e Toyota. Nas contas dos organizadores, 73 modelos passaram pelo funil do Programa em 2011. Para participar do PBEV, a montadora deve informar os valores de consumo energético de no mínimo 50% de todos os modelos de automóveis zero km previstos para comercialização.

“Com a evolução tecnológica os carros tendem a emitir menos poluentes, o que influencia na decisão do consumidor que começa a se engajar na luta contra o aquecimento global,” acrescenta Szwarc.

Análise

Três dos modelos participantes do PBVE em 2011 foram lançamentos, com destaque para o Ford Fusion, veículo híbrido que combina motor elétrico e a combustão. No segmento dos compactos, o FIAT Siena Fire e o Gol Ecomotion da Volkwagen, ambos flex, são os que menos consomem combustível.

Entre os sub-compactos, com quatro marcas e 20 modelos analisados, os classificados com a letra “A” foram os modelos flex Mille Fire Economy de duas e quatro portas, da FIAT. “Em 2011 houve melhora de 3% no nível geral de consumo de combustível dos modelos inscritos em relação a 2010, com destaque para a categoria de compactos (3,6%) e para a categoria de sub-compactos (2,9%),” explica Marcos Borges, coordenador do PBEV do Inmetro.