13 de maio de 2009

As recentes decisões que favoreceram o etanol de cana-de-açúcar nos Estados Unidos sinalizam um futuro promissor para o etanol brasileiro no mercado americano. Essa foi uma das conclusões da apresentação do representante-chefe da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (UNICA) na América do Norte, Joel Velasco, em evento realizado pela Organização Internacional do Açúcar (International Sugar Organization – ISO) e pela renomada consultoria brasileira DATAGRO, na quarta-feira (06/05/09), em Nova York (EUA).

 

“Seja na Califórnia ou em âmbito nacional, os Estados Unidos são um grande mercado para a cana de açúcar e o etanol da cana está sendo reconhecido como a melhor fonte de energia liquida renovável. Nos próximos anos a demanda por etanol do Brasil deve aumentar”, afirmou Velasco.

 

Velasco detalhou a aprovação de um Padrão de Combustível de Baixa Emissão de Carbono (ou LCFS) pelo Conselho de Qualidade do Ar do Estado americano da Califórnia (CARB). Ele enfatizou que esta decisão pode beneficiar o acesso do etanol brasileiro ao principal estado consumidor de combustíveis dos Estados Unidos. O recente reconhecimento do etanol de cana-de-açúcar pela EPA, a agência de proteção ambiental dos Estados Unidos (Environmental Protection Agency) como o biocombustível que permite a maior redução de emissões de gases causadores do efeito estufa entre os disponíveis atualmente,  também foi analisado pelo representante da UNICA.  (clique aqui e leia mais)

 

A conferência, intitulada “Redução do Crédito – Lições a serem aprendidas para o açúcar e o etanol”, discutiu os desafios intrínsecos às rápidas mudanças que a indústria de açúcar e etanol estão vivendo, os potenciais impactos ameaçadores da redução de crédito e a recessão em larga escala da produção, consumo e comércio de açúcar e etanol.

 

O diretor da British Petroleum (BP), Matt Caswell, que participou do evento no mesmo painel de Velasco, abordou os investimentos da BP no Brasil. A empresa entrou na indústria de biocombustíveis brasileira há um ano, adquirindo 50% da Tropical Bioenergia SA, uma joint venture entre a produtora de açúcar e etanol Santelisa Vale e a Maeda, que produz algodão e grãos.

 

Paralelamente ao evento, aconteceu o Sugar Dinner Nova York, um dos eventos sociais e empresariais mais prestigiados no calendário mundial de açúcar, reunindo agentes das mais relevantes áreas de atuação do negócio. A Organização Internacional do Açúcar é um fórum mundial para a troca de diferentes pontos de vista entre os principais países produtores e consumidores a nível governamental.

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