1 de outubro de 2020

O volume de Créditos de Descarbonização – CBIOs disponível no mercado chega a 10 milhões de unidades, o equivalente a 67% do total das metas de 2019 e 2020, estabelecidas pelas Resoluções nº 15/2019 e nº 8/2020 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

O mercado de CBIOs emitidos vem registrando significativas variações positivas a medida que o RenovaBio avança. No mês de setembro foi registrado o recorde de créditos validados na Plataforma, 2,2 milhões, elevando a média nos últimos 90 dias para 2 milhões ao mês. Com essa tendência de crescimento, a expectativa é que se tenha CBIOs emitidos suficientes para o atingimento da meta de 2019 e 2020 até o início de dezembro.

“O volume significativo de CBIOs que estão chegando ao mercado é reflexo do intenso movimento de certificação por parte dos produtores de biocombustíveis desde 2019. A tendência é que o fluxo de emissão seja contínuo e constante durante a safra, crescendo ano a ano”, analisa Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA).

“Vale ressaltar que os 10 milhões de CBIOs equivalem a 10 milhões de toneladas de CO2 que deixaram de ser emitidas na atmosfera graças ao uso do etanol e outros combustíveis verdes que temos no Brasil”, complementa.

RenovaBio

A Política Nacional de Biocombustíveis – RenovaBio foi desenhada para atingir parte das metas de redução de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) estipuladas pelo Brasil no âmbito do Acordo de Paris. O programa compara a pegada de carbono dos diferentes biocombustíveis em seu ciclo de vida (da produção à queima no veículo) para mensurar a redução de emissões proporcionada frente à alternativa fóssil e estabelece metas decenais de descarbonização, que são cumpridas com o aumento do uso de combustíveis renováveis e a comercialização de créditos de carbono (CBIO). A meta compulsória para a parte obrigada para 2020 é de 14,5 milhões de CBios.

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