24 de dezembro de 2019

A Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) é uma das medidas encontradas pelo governo e setor produtivo para redução de emissões do setor de transportes e, consequentemente, para o atingimento das metas assumidas pelo Brasil no Acordo de Paris, como a saúde pública e ambiental. 

A nova lei permitirá aumento da capacidade de produção de biocombustíveis e, com isso, redução das emissões de dióxido de carbono (CO2).

O RenovaBio também significa aumento na sustentabilidade do setor sucroenergético. “Com o RenovaBio, deixamos a fase de ser um negócio sustentável, para ter a sustentabilidade como negócio e, daqui para frente, o que teremos com o programa é uma redução de CO2 on demand. Nós, que começamos produzindo açúcar, depois partimos para o etanol e bioeletricidade, agora temos no portfólio do setor sucroenergético, a partir de janeiro de 2020, um serviço de redução de emissões, de geração de Créditos de Carbono”, afirma o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar, Evandro Gussi. 

A redução de emissões de gases do efeito estufa representa também a melhora na qualidade do ar das cidades brasileiras. De acordo com o diretor do Departamento de Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Miguel Ivan Lacerda, o RenovaBio é um grande programa estruturante para a captura de carbono por meio de plantas.

“A minha visão sobre o RenovaBio é que ele vai salvar o mundo do aquecimento global. Não só o RenovaBio no Brasil, mas diferentes estímulos de políticas como o RenovaBio pelo mundo todo”, concluiu Miguel Ivan.

Com o RenovaBio, haverá, até 2030, a redução de 11% na intensidade de carbono da matriz energética nacional. Essa redução, segundo o MME, vai representar o equivalente a cinco bilhões de árvores plantadas.

No meio ambiente, diminuir as emissões de CO2 significa reduzir o aumento da temperatura terrestre, a acidificação de rios e florestas e a formação de chuvas ácidas.

Para a saúde humana, a redução desse gás pode resultar na minimização de problemas como irritação nos olhos e nas narinas, além de danos no sistema respiratório que podem levar, por exemplo, ao câncer de pulmão.

Além dos benefícios ambientais e para a saúde humana, o RenovaBio tem ainda vantagens socioeconômicas. Essa política vai aumentar a renda per capita dos municípios onde uma usina é instalada em US$ 1 mil por ano. Nas cidades onde há plantio de cana, o incremento de renda per capita por ano é de cerca de 400 dólares. 

Além disso, uma maior produção de biocombustíveis vem acompanhada do potencial de criação de 1,4 milhão de novos postos de trabalho até 2030, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). 

Publicações Recentes

Veja Também

Setor sucroenergético lamenta retirada do etanol e açúcar de acordo

Setor sucroenergético lamenta retirada do etanol e açúcar de acordo

Em relação à troca de ofertas ocorrida no âmbito das negociações de acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) na última quarta-feira (11/05), a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) reagiu com grande indignação pela exclusão inicial do etanol, bem como do açúcar,

ler mais
Setor sucroenergético lamenta retirada do etanol e açúcar de acordo

Projeto RenovAção é premiado em duas categorias no MasterCana

Aline Silva, analista de Sustentabilidade e Maria Luiza Barbosa, gerente de Responabilidade Social Corporativa, coordenam o RenovAção pela UNICA (Crédito Cortesia UNICA / Foto Faveco Falcão)O trabalho de requalificação de trabalhadores rurais da cana-de-açúcar realizado pelo Projeto RenovAção foi reconhecido com o Prêm

ler mais
Setor sucroenergético lamenta retirada do etanol e açúcar de acordo

Produtores europeus protestam em Bruxelas

Em 19/07, durante reunião de ministros da Agricultura da comunidade, Bruxelas foi palco de protesto de milhares produtores europeus contra o corte dos subsídios - pelo projeto de reforma do sistema de açúcar, haverá corte de 39% do preço pago ao produtor de beterraba...

ler mais