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República Dominicana: etanol pode gerar 100 mil empregos e economia

14 de julho de 2009

A República Dominicana tem potencial para se tornar um país-chave para a ampliação do uso de biocombustíveis na região do Caribe. A avaliação fez parte da apresentação feita por Letícia Phillips, relações governamentais e institucionais para a América do Norte da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), durante a Conferência de Bioetanol e Integração Continental (Bioethanol and Continental Integration Conference) realizada na República Dominicana nos dias 07 e 08 de julho. O evento foi organizado pelo governo dominicano, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Phillips, que representou a UNICA no evento, enfatizou a importância da criação de mais políticas públicas que estimulem o consumo de etanol na região, principalmente quanto à produção de automóveis flex. “A proximidade estratégica da República Dominicana com os Estados Unidos concedem à ilha uma vantagem na exportação de etanol, em grande parte devido à Iniciativa da Bacia do Caribe (Caribbean Basin Initiative – CBI) e pelo Tratado de Livre Comércio entre Estados Unidos, América Central e República Dominicana conhecido como DR-CAFTA (Dominican Repúblic – Central América Free Trade Agreement). Pela CBI, a República Dominicana pode exportar para os EUA até 7% do consumo total de biocombustíveis desse país”, concluiu.

Mais de 100 participantes entre executivos, acadêmicos e autoridades governamentais, entre elas o presidente Leonel Fernandez, participaram do evento realizado na capital do país, Santo Domingo, para discutir as melhores opções para complementar a produção nacional de etanol. Segundo o presidente da Comissão de Energia Nacional (National Energy Commission), Aristides Fernández Zucco, “a indústria de etanol pode gerar 100 mil empregos e permitir que o país economize mais de 16 milhões de dólares em três anos.” Atualmente, o país já utiliza a mistura de biocombustíveis em combustíveis fósseis. A legislação dominicana exige que as distribuidoras sejam responsáveis pela mistura dos biocombustíveis e priorizem o uso do etanol.

A implementação do mandato federal americano para uso de combustíveis renováveis (Renewable Fuel Standard – RFS), prevista para o início de 2010, significa que os países produtores de etanol poderão ter um novo mercado de mais de 15 bilhões de litros de etanol avançado, somados aos mais de 56 bilhões de litros de etanol convencional, que nos EUA são produzidos a partir do milho.