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Revolução econômico-social no interior de SP mostra pujança

16 de dezembro de 2011

undefinedSe ainda havia dúvidas sobre a importância da indústria da cana-de-açúcar como motor econômico e social nos municípios onde está presente, esse impacto acaba de ser comprovado em pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento divulgado na quarta-feira (14/12) exemplifica o impacto positivo através de três municípios de São Paulo, que tiveram seu desempenho no ranking de participação no Produto Interno Bruto (PIB) nacional em 2009 impulsionado pela produção de açúcar e etanol.

De acordo com o levantamento do IBGE, as cidades de Monções, Brejo Alegre e Borá viram sua renda aumentar na medida em que cresceu a presença da indústria da cana e de sua cadeia produtiva. Resultado que referenda o que especialistas do setor já afirmam há muito tempo, na avaliação da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (UNICA).

“A atividade da lavoura de cana leva à desconcentração de renda e ao aumento do PIB do município. Na prática estamos falando de maior distribuição de recursos em uma atividade econômica onde, em média, 40% do faturamento proporcionam valor agregado direto para o município,” explica o diretor técnico da UNICA, Antonio de Padua Rodrigues.

Rodrigues vai além ao apontar as transformações locais dos municípios cujas principais atividades são movidas pela cana: “As pessoas compram mais, vão aos supermercados e o setor bancário desperta nestes locais, isto é, a cidade passa a ser atrativa do ponto de vista econômico e social.”

Na cidade de Monções, noroeste do estado de SP, a Usina Virgolino de Oliveira, do grupo empresarial do mesmo nome, é diretamente responsável pelas mudanças locais. Pelos dados do IBGE, de 2008 para 2009 o município saltou de uma classificação de 4,5 mil, para 1,81 mil no ranking da pesquisa.

Em Borá, no oeste do estado, a Usina Ibéria, do Grupo Toledo, também impulsionou a economia no período pesquisado, levando a cidade da posição 5,03 mil na lista de classificação, para 3,67 mil. Já em Brejo Alegre, oeste de SP, a Usina Revati do Grupo Shree Renuka Sugars, ajudou nas mudanças locais e proporcionou uma melhora na classificação de 4,33 mil, para 2,37 mil no ranking do IBGE.

Na safra 2011/2012 as usinas Virgolino de Oliveira, Ibéria e Revati moeram respectivamente 1,6 milhão, 1,3 milhão e 1,9 milhão de toneladas. As unidades Monções e Revati, são associadas da UNICA.