6 de fevereiro de 2026

Vendas no Centro-Sul atingem 1,33 bilhão de litros

São Paulo, 6 de fevereiro de 2026 – Na primeira quinzena de janeiro, as unidades produtoras da região Centro-Sul processaram apenas 605,09 mil toneladas. No acumulado da safra 2025/2026 até 16 de janeiro, a moagem atingiu 601,04 milhões de toneladas, ante 614,69 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo anterior – queda de 2,22%.

Na primeira metade de janeiro, operaram 27 unidades produtoras na região Centro-Sul, sendo nove unidades com processamento de cana, dez empresas que fabricam etanol a partir do milho e oito usinas flex. No mesmo período da safra anterior, 24 unidades produtoras estavam em operação. Ao final da quinzena, cinco unidades encerraram a moagem.

Em relação à qualidade da matéria-prima, o índice acumulado do nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) da safra marca 138,36 kg de ATR por tonelada, 2,19% inferior em relação ao último ciclo na mesma posição.

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar nos primeiros quinze dias de janeiro totalizou apenas 7,32 mil toneladas. No acumulado desde o início da safra até 16 de janeiro, a fabricação do adoçante alcançou 40,24 milhões de toneladas, contra 39,89 milhões de toneladas do ciclo anterior (+0,86%).

Na primeira metade de janeiro, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 427,42 milhões de litros. No acumulado do atual ciclo agrícola, a fabricação do biocombustível totalizou 31,27 bilhões de litros (-4,82%), sendo 19,30 bilhões de etanol hidratado (-7,78%) e 11,97 bilhões de anidro (+0,39%).

Do total de etanol obtido na primeira quinzena de janeiro, 89,96% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 384,49 milhões de litros neste ano, contra 354,38 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2024/2025 – aumento de 8,50%. No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 7,25 bilhões de litros – avanço de 13,67% na comparação com igual período do ano passado.

“Estamos no período de entressafra da cana-de-açúcar no Centro-Sul e o restabelecimento da produção por algumas unidades só deve acontecer de maneira mais significativa a partir da segunda metade de março, seguindo padrão histórico observado no País”, explica Luciano Rodrigues, Diretor da UNICA.

Vendas de etanol

Na primeira quinzena de janeiro, as unidades produtoras da região Centro-Sul totalizaram 1,33 bilhão de litros. O volume comercializado de etanol anidro no período foi de 567,37 milhões de litros – avanço de 1,86% – enquanto o etanol hidratado registrou venda de 759,18 milhões de litros – recuo de 9,76%.

No mercado doméstico, o volume de etanol hidratado vendido pelas unidades do Centro-Sul totalizou 751,71 milhões de litros, o que representa uma retração de 6,49% em relação ao mesmo período da safra anterior. A venda de etanol anidro, por sua vez, atingiu a marca de 567,25 milhões de litros, avanço de 3,31%.

No acumulado desde o início da safra até 16 de janeiro, a comercialização de etanol pelas unidades do Centro-Sul somou 27,62 bilhões de litros, registrando retração de 2,19%. O volume acumulado de etanol hidratado totalizou 17,11 bilhões de litros (-5,94%), enquanto o de anidro alcançou 10,51 bilhões de litros (+4,59%).

Mercado de CBios

Dados da B3 até o dia 04 de fevereiro indicam a emissão de 4,27 milhões de créditos pelos produtores de biocombustíveis. No momento, a quantidade de CBios disponível para negociação em posse da parte obrigada, não obrigada e dos emissores totaliza 21,71 milhões de créditos de descarbonização.

O diretor de Inteligência Setorial da UNICA, Luciano Rodrigues, destaca que “o reconhecimento da constitucionalidade do RenovaBio e as recentes medidas do poder judiciário reforçam a importância do programa e oferecem maior previsibilidade ao mercado. O cumprimento das regras é fundamental para o atendimento do compromisso com a descarbonização. A continuidade dos investimentos para ampliar a oferta e a eficiência na produção demandam confiança dos agentes e diretrizes sólidas acerca dos biocombustíveis na matriz energética.”

Conforme dados publicados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), 99% da meta global de 2025 foi atingida e 88,2% das metas individuais foram cumpridas. Os dados mostram que cerca de 50% das 61 distribuidoras que apresentavam algum nível de inadimplência em 2024, regularizaram integralmente suas obrigações até o final de janeiro de 2026, resultado que reflete a consolidação do programa.

“Esse avanço é fundamental para promover isonomia concorrencial, fortalecimento da credibilidade regulatória e reforçar o papel do RenovaBio como política pública efetiva de descarbonização do setor de combustíveis.”, complementa Rodrigues.

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