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Setor sucroenergético induz expansão na logística de transportes

23 de maio de 2012

Eduardo Leão, diretor da UNICA, acredita que investimento em logistica é vital para se reduzir custos no setorAs carências da logística de transportes no Brasil são frequentemente apontadas como obstáculo para o crescimento. Mas existem setores, como o sucroenergético, que não tem poupado esforços para que as melhorias aconteçam. É o que defendeu na segunda-feira (21/05) o diretor executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Eduardo Leão de Sousa, em apresentação no VII Encontro de Logística e Transportes, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Segundo Sousa, no caso do etanol, o que se tem verificado é uma expansão da produção em estados com menor consumo, gerando uma clara necessidade de desenvolvimento de uma logística que distribua estes excedentes para os estados mais consumidores. “Nesses casos, dutos são a solução mais eficiente, tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental,” explicou.

Já para o açúcar, que requer redução de custos logísticos para exportação, as ferrovias são a melhor opção. “Para garantir a competitividade do sistema, o próprio setor privado tem investido vários bilhões de reais na infraestrutura de dutos, transbordos rodoferroviários e terminais nos portos,” completou o executivo para a plateia de empresários e convidados.

Sousa participou do painel sobre “Restrições da Infraestrutura na Expansão do Agronegócio,” coordenado por Hélder Gosling, diretor do Departamento de Infraestrutura da Fiesp (Deinfra-Fiesp). Além do diretor executivo da UNICA, também participaram o Professor José Vicente Caixeta Filho, Diretor da ESALQ/USP e coordenador da ESALQ-Log, e Luiz Antônio Fayet, consultor da Confederação da Agricultura e Pecuária.

Sousa lembrou que a concentração da cultura da cana na região Centro-Sul do País leva necessariamente a logísticas e dinâmicas próprias. “No que se refere às exportações, um outro importante gargalo tem sido a concentração nos portos de Santos e de Paranaguá, que além de saturados, apresentam custos várias vezes superiores aos de nossos concorrentes,” explicou.

Sustentabilidade

Também participou do evento o Consultor de Emissões e Tecnologia da ÚNICA, Alfred Szwarc. Na palestra “Matriz de Transporte e o Desenvolvimento Sustentável,” ele explicou que há esforços relevantes do setor sucroenergético neste campo com o objetivo de induzir maior desenvolvimento e uso de biocombustíveis em função de seus benefícios ambientais, particularmente a redução dos gases que causam o efeito estufa.

“Todo o trabalho relacionado aos ônibus movidos a etanol na cidade de São Paulo, mesmo o conceito de dutos para transporte do produto da sua produção até os portos, são exemplos inequívocos de um trabalho sustentável,” afirmou o executivo.

Em seu painel, Szwarc debateu com o secretário municipal de Governo e Meio Ambiente, Eduardo Jorge; o diretor de Estudos Econômicos-Energéticos e Ambientais da EPE, Amilcar Gonçalves Guerreiro; e Ricardo Marar, consultor de transportes sênior do Banco Mundial.