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Setor sucroenergético paulista preserva mais de 140 mil ha de matas ciliares

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1 de dezembro de 2008


Os canaviais do Estado de São Paulo são responsáveis pela conservação de mais de 140 mil hectares de Áreas de Preservação Permanente (APP), como as matas ciliares de rios, córregos e riachos, segundo o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Marcos Jank. A recuperação das APPs tem sido uma das atividades de preservação ambiental promovidas pelas usinas como parte do Protocolo Agroambiental, assinado entre o governo do Estado e o setor, em 2007.


 


 


 


Durante palestra no evento Diálogos da Terra (Earth Dialogues), em Belo Horizonte (MG), nesta quinta-feira (27/11/2008), Jank informou que esta iniciativa ambiental já revitalizou mais de 23 mil quilômetros de matas ciliares no Estado de São Paulo. "A manutenção das APPs é um fator chave para a preservação da biodiversidade e também da água. A ação do setor sucroenergético nesse sentido não é apenas de preservar, mas também de recompor matas que, em alguns casos, foram removidas décadas antes da chegada da cana à região", explicou Jank. 

 


O Protocolo Agroambiental assinado pelo setor e o governo paulista prevê a conservação do solo e dos recursos hídricos, recuperação de nascentes, redução de emissões atmosféricas e cuidados no uso de defensivos agrícolas, além da eliminação da queima da palha de cana até 2014, em áreas mecanizáveis, e até 2017, em áreas não-mecanizáveis.


 


O presidente da UNICA participou do painel “Diálogos sobre Energia Renovável para uma Sociedade Sustentável”. Ao longo de três dias, o evento contou com mais de 1,5 mil participantes de vários países, inclusive da ONG Green Cross International, de atuação global, dedicada à busca por um futuro seguro e sustentável para a humanidade. A ONG tem como presidente de honra o ex-líder soviético Mikhail Gorbachev.


 


O seminário deste ano, “Diálogos da Terra no Planeta Água”, foi organizado pelo braço brasileiro da ONG liderada por Gorbachev, a Green Cross Brasil, em parceria com a Fundação Renato Azeredo e com apoio do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SECTES/MG) e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD/MG). Ao final do evento, foi divulgada a "Carta de Minas" com as conclusões finais dos painéis e debates realizados, cuja íntegra pode ser lida no site do evento.