Os canaviais do Estado de São Paulo são responsáveis pela conservação de mais de 140 mil hectares de Áreas de Preservação Permanente (APP), como as matas ciliares de rios, córregos e riachos, segundo o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Marcos Jank. A recuperação das APPs tem sido uma das atividades de preservação ambiental promovidas pelas usinas como parte do Protocolo Agroambiental, assinado entre o governo do Estado e o setor, em 2007.
Durante palestra no evento Diálogos da Terra (Earth Dialogues), em Belo Horizonte (MG), nesta quinta-feira (27/11/2008), Jank informou que esta iniciativa ambiental já revitalizou mais de 23 mil quilômetros de matas ciliares no Estado de São Paulo. "A manutenção das APPs é um fator chave para a preservação da biodiversidade e também da água. A ação do setor sucroenergético nesse sentido não é apenas de preservar, mas também de recompor matas que, em alguns casos, foram removidas décadas antes da chegada da cana à região", explicou Jank.
O Protocolo Agroambiental assinado pelo setor e o governo paulista prevê a conservação do solo e dos recursos hídricos, recuperação de nascentes, redução de emissões atmosféricas e cuidados no uso de defensivos agrícolas, além da eliminação da queima da palha de cana até 2014, em áreas mecanizáveis, e até 2017, em áreas não-mecanizáveis.
O presidente da UNICA participou do painel “Diálogos sobre Energia Renovável para uma Sociedade Sustentável”. Ao longo de três dias, o evento contou com mais de 1,5 mil participantes de vários países, inclusive da ONG Green Cross International, de atuação global, dedicada à busca por um futuro seguro e sustentável para a humanidade. A ONG tem como presidente de honra o ex-líder soviético Mikhail Gorbachev.
O seminário deste ano, “Diálogos da Terra no Planeta Água”, foi organizado pelo braço brasileiro da ONG liderada por Gorbachev, a Green Cross Brasil, em parceria com a Fundação Renato Azeredo e com apoio do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SECTES/MG) e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD/MG). Ao final do evento, foi divulgada a "Carta de Minas" com as conclusões finais dos painéis e debates realizados, cuja íntegra pode ser lida no site do evento.


