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Setor sucroenergético vê pontos positivos em programa do BNDES

11 de janeiro de 2012

undefinedUm novo programa criado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para apoiar a renovação e implantação de canaviais é oportuno e bem-vindo, avalia a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA). De acordo com o Banco, o novo programa, com recursos de R$ 4 bilhões, vai incentivar a produção de cana-de-açúcar por meio de financiamentos para a renovação dos canaviais antigos e para a ampliaçaõ da área plantada.

“Trata-se de um incentivo importante neste momento, em que precisamos aumentar a produção e oferta de etanol no mercado,” comenta o diretor técnico da UNICA, Antonio de Padua Rodrigues.

Chamado de BNDES Prorenova, a linha de crédito “estimulará a renovação e ampliação dos canaviais, condição fundamental para aumentar a produtividade da lavoura brasileira de cana-de-açúcar e, assim, reduzir a ociosidade industrial de açúcar e etanol”, informa o BNDES em seu site.

O programa tem vigência até 31 de dezembro de 2012, e a expectiva é de que os recursos possam financiar a renovação ou ampliação de mais de um milhão de hectares de cana-de-açúcar.

De acordo com o BNDES, com o aumento da disponibilidade de matéria-prima, a expectativa é que a produção de etanol tenha um incremento de dois a quatro bilhões de litros entre 2013 e 2014, o que representaria um crescimento de mais de 10% em relação à safra atual.

Operação indireta

As operações do BNDES Prorenova serão indiretas, ou seja, realizadas por intermédio de agentes financeiros. Para médias-grandes e grandes empresas (aquelas com receita operacional bruta igual ou superior a R$ 90 milhões), a taxa de juros é composta de TJLP mais 1,3% de remuneração básica do BNDES. Há ainda a taxa de intermediação financeira de 0,5% e a remuneração do agente repassador, negociada entre este e o beneficiário, informa o Banco.

O programa terá a participação máxima do BNDES de até 80% dos itens financiáveis. O prazo total está limitado a 72 meses, incluindo o prazo de carência de, no máximo, 18 meses.