3 de fevereiro de 2010

undefinedPriorizar um programa sustentado de leilões para bioeletricidade, garantindo condições de oferta e segurança na comercialização da energia produzida pelas indústrias do setor sucroenergético. Essa  é uma das principais metas defendidas pelo presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Marcos Jank, no Fórum Grupo de Estudos do Setor Elétrico, Gesel da Universidade Federal do Rio de Janeiro, realizado na última sexta-feira (26/02), no Rio de Janeiro (RJ).

Durante o evento, Jank disse que o objetivo é contratar 10.000 MW entre 2011 e 2020, e viabilizar a oferta de 1.000 MW/ano. Segundo ele, isto asseguraria aos empreendedores e produtores de tecnologia que haverá oferta planejada e comercialização segura.

“Esse arranjo promovido pela academia, reunindo representantes do Governo Federal e investidores em bioeletricidade, para discutir temas relacionados a essa fonte, é muito importante para a construção de uma pauta conjunta que promova o desenvolvimento e inserção da bioeletricidade na matriz energética brasileira. Capacidade de ofertar uma energia sustentável e de qualidade ao sistema elétrico, nós temos,” observou o presidente da UNICA.

Ajustes requeridos

Para Jank, o setor sucroenergético mostra um dinamismo próprio, capaz de sustentar oferta contínua de bioeletricidade para o setor elétrico, desde que se promovam ajustes no ambiente institucional. Estes ajustes referem-se à regularidade de leilões específicos, além de uma precificação adequada que considere todos os aspectos positivos gerados pela bioeletricidade.

Somente em 2009, os empreendimentos de geração à biomassa – matéria-prima da bioeletricidade – representaram novos 1.112 MW de potência instalada no País, superando todas as demais fontes em capacidade adicional agregada ao sistema elétrico.

“Isto mostra o vigor que tem a bioeletricidade e como um programa sustentado de contratação trará benefícios não somente para o setor sucroenergético, mas para o sistema elétrico e o consumidor final,” avalia Zilmar de Souza, assessor em bioeletricidade da UNICA, que também participou do encontro.

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