12 de setembro de 2012

A indústria brasileira da cana-de-açúcar já possui um importante papel dentro da economia de um dos maiores países da África, o Sudão, e no que depender dos esforços do governo daquele país, mais espaço terá. A declaração é do embaixador do Sudão em Brasília (DF), Abd Elghani Elnaim Awad Elkarim que visitou a sede da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) em São Paulo (SP) na quarta-feira (04/09).

“O setor sucroenergético brasileiro é referência para nós, e queremos aproveitar a parceria já existente entre nossos países para estabelecer mais negócios,” explicou Elkarim. Segundo ele, com a tecnologia já empregada nos canaviais do Brasil, será possível dobrar a produção do etanol de cana no Sudão. “Esperamos que as empresas daqui se juntem a nós para que realmente ocorra este crescimento,” destacou.

Acompanhado pelo diretor geral da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, Michel Alaby, o embaixador sudanês foi recepcionado na UNICA pelo diretor Executivo da entidade, Eduardo Leão de Sousa, e pela coordenadora de Relações Institucionais, Luana Maia.

“Este encontro foi mais uma conversa sobre as intenções comerciais do Sudão, em que debatemos o potencial produtivo naquele país e as possibilidades de cooperação. Além da disponibilidade de terras e condições agroclimáticas muito favoráveis, existe uma pró-atividade do governo sudanês na definição de políticas públicas adequadas, o que constitui um fator decisivo para o sucesso de um programa sustentável de biocombustíveis no país,” afirmou Sousa.

A indústria sucronergética sudanesa tem capacidade para produzir cerca de 750 mil toneladas de açúcar por ano, mas o país é obrigado a importar 450 mil toneladas anuais do produto, já que a população local consome cerca de 1,2 milhão de toneladas. Em relação ao etanol, a Kenana Sugar Company, principal empresa produtora do biocombustível no país, produziu 32,75 milhões de litros em 2011. Deste total, 19,75 milhões de litros foram utilizados para consumo interno e 12,8 milhões de litros foram destinados a exportação, algo considerado pouco pelo representante do Sudão.

“Queremos que essa diferença entre a oferta e a demanda deixe de existir, mas para tanto é preciso que empresas estrangeiras, como é o caso da brasileira Dedini, levem  suas tecnologias para o nosso país,“ acrescentou Elkarim.

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