18 de junho de 2012

A Syngenta, uma das principais empresas do mundo do setor agrícola, renovou na quarta-feira (13/06) sua parceria com o Projeto RenovAção, iniciativa coordenada pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) e a Federação dos Trabalhadores Rurais Assalariados do Estado de São Paulo (Feraesp) para requalificar os trabalhadores impactados pelo avanço da mecanização nos canaviais paulistas. O anúncio foi feito durante evento marcando a inauguração da nova biofábrica da Syngenta, em Itápolis (SP).

“Nós da Syngenta temos um compromisso muito forte com as comunidades onde atuamos. Procuramos estabelecer laços para ajudar o desenvolvimento local. Por isso, enxergamos o trabalho desenvolvido em conjunto com o Projeto RenovAção como uma grande oportunidade,” afirmou Daniel Bachner , diretor mundial para cana-de-açúcar da Syngenta.

A UNICA foi representada no evento pela gerente de Responsabilidade Social Corporativa, Maria Luiza Barbosa, que atribuiu a continuidade da parceria com a Syngenta ao sucesso do Projeto RenovAção desde seu lançamento em 2009. “São mais de 20 mil trabalhadores rurais requalificados pelo setor, sendo 4.550 diretamente pelo RenovAção.
A Syngenta tem tido uma papel muito importante nessas conquistas, além do envolvimento da empresa em outras grandes iniciativas do setor, como o Projeto AGORA e o Ethanol Summit,” destacou.

Os cursos do RenovAção requalificam trabalhadores do setor sucroenergético para funções como operador de máquina colheitadeira, mecânico automotivo, soldador e tratorista. No total, 83 usinas já participaram do Projeto nas seis principais regiões canavieiras do Estado de SP. O RenovAção  recebe apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e além da Syngenta, tem como parceiros o Grupo Case, John Deere, FMC, Iveco e a Fundação Solidaridad, entidade voltada ao desenvolvimento de cadeias de produção sustentáveis, com sede na Holanda.

Biofábrica da Syngenta

A nova unidade produtiva da Syngenta terá como foco a fabricação de Plene, uma tecnologia desenvolvida pela empresa que simplifica e mecaniza o processo de plantio da cana-de-açúcar ao oferecer mudas tratadas contra doenças e pragas. A produção inicial é de 400 mil mudas de cana-de-açúcar por segundo e a estimativa é que até 2015 a capacidade triplique, para 1,2 milhão de mudas por segundo.

Construída em uma área de 480 mil m², a fábrica é o resultado de um investimento de US$ 100 milhões e a expectativa é que com a nova unidade, cerca de 1.100 empregos diretos e indiretos sejam criados na região. “Estamos investindo porque sabemos que o setor sucroenergético está com uma demanda reprimida que tende a crescer nos próximos anos,” afirmou Bachner.

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