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UNCTAD defende biocombustíveis para desenvolver países de terceiro mundo

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18 de junho de 2008



Um documento da UNCTAD (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento) aponta a produção de biocombustíveis como positiva para o desenvolvimento dos países de terceiro mundo. O paper, divulgado nesta terça-feira (17/06/08), apresenta uma análise profunda sobre a crise que tem levado à alta de preços dos alimentos.


A assessora internacional da UNICA, Géraldine Kutas, disse que “diferentemente de outras instituições internacionais, a UNCTAD reconhece que o aumento dos preços dos alimentos não está relacionado com a expansão dos biocombustíveis”. De acordo com ela, o documento faz uma clara distinção entre as diversas matérias-primas, ressaltando que os preços do açúcar estão sob pressão de queda, apesar da expansão da produção de etanol.


De acordo com o documento, 1,4% do trigo europeu é utilizado para produzir etanol e somente 0,6%, no restante do mundo. Sendo assim, é pouco provável que a demanda para produzir biocombustíveis esteja relacionada ao aumento dos preços dos alimentos.


Diversos fatores, como o clima desfavorável em países-chave para a produção de alimentos e o aumento do preço do petróleo, levam à alta dos preços dos alimentos, que deve ser interpretada como resultado de falhas em políticas nacionais e não apenas como uma conseqüência da produção de combustíveis biológicos.


 “Eles são a favor da eliminação das barreiras comerciais para a importação dos biocombustíveis, um sinal muito positivo para o mercado internacional. Não somente para o Brasil, mas também para muitos países em desenvolvimento, que produzem combustíveis a partir de recursos agrícolas”, concluiu Géraldine.


A UNCTAD produz estudos que servem de base para países interessados no desenvolvimento da indústria de biocombustíveis, um apoio que também tem sido oferecido pelo Brasil em alguns países da América Central e da África.