26 de janeiro de 2010

undefinedEm carta enviada nesta segunda-feira (25/01) à Comissária de Agricultura da Comissão Europeia, Mariann Fischer Boel, o presidente da União da Indústria de Cana-de Açúcar (UNICA), Marcos Jank, contestou o pedido dos  produtores europeus de açúcar e de alguns estados-membros da União Europeia (UE) para aumentar as exportações acima do limite máximo de 1,374 milhões de toneladas anuais, consolidado perante a Organização Mundial do Comércio (OMC).

De acordo com a UNICA, o excedente de produção que a UE enfrenta atualmente é resultado de estoques de açúcar acumulados durante as últimas safras, quando o preço mundial do produto estava inferior ao da UE. A entidade entende que os atuais preços mais elevados no mercado mundial são uma circunstância excepcional, que não devem provocar uma mudança de parâmetros.

“A UE está tentando exteriorizar seus problemas de excedentes no mercado mundial, quando este excesso do açúcar poderia ser bem utilizado por consumidores domésticos, como as indústrias de fermento, química e de biocombustíveis,” comenta Jank na carta.

A UNICA acredita que uma decisão que permita exportações acima do limite máximo fixado na OMC poderia ter consequências negativas a longo prazo para o mercado do açúcar. Isto porque a UE poderia ter excedentes para exportação ainda maiores em safras futuras, quando os preços globais retornarem aos níveis inferiores.

“Quando os preços internacionais de açúcar retornarem a valores inferiores ao da UE, não haverá qualquer dúvida de que o açúcar da UE seria mais uma vez beneficiado por subsídios cruzados, colocando a União Europeia em clara violação de seus compromissos internacionais,” conclui o presidente da UNICA.

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