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UNICA dá boas-vindas à nova diretoria da ANEEL

14 de agosto de 2018

O gerente em Bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Zilmar de Souza, dá boas-vindas à nova diretoria e espera que os agentes reguladores do setor elétrico brasileiro continuem com a preocupação de estimular a expansão da bioeletricidade produzida a partir da cana-de-açúcar.

“Continuar e até aprofundar o diálogo institucional entre a ANEEL e a indústria sucroenergética é de suma importância para o aprimoramento do ambiente regulatório, principalmente em relação ao potencial subaproveitado de fontes renováveis como a biomassa da cana. Para a eficiência no uso deste recurso, que tantos benefícios traz para a economia e o meio ambiente, precisamos de diretrizes claras e o regulador sempre deve estar atento às suas especificidades”, afirma Zilmar.

No acumulado de janeiro a julho de 2018, a biomassa canavieira já gerou 14.048 GWh para o Sistema Interligado Nacional (SIN), o equivalente a 4,5% do consumo total do SIN no período. Mas é no submercado Sudeste/Centro-Oesto que a bioeletricidade tem feito a diferença em termos de segurança energética.

Em julho deste ano, as usinas sucroenergéticas entregaram 3.556 GWh para a rede, o que representou 30% do consumo total de energia elétrica pelo Estado de São Paulo, responsável por 26% do consumo nacional naquele mês. No Sudeste e Centro-Oeste, a bioeletricidade tem ajudado no suprimento energético principalmente no período mais seco do ano, de abril a novembro, quando as condições hidrológicas desfavoráveis reduzem o nível dos principais reservatórios brasileiros.

Entretanto, em 2017, potencial técnico da bioeletricidade foi aproveitado em somente 15% de seu total, desempenho que poderia ter sido quase sete vezes superior. Há sete anos, o bagaço e a palha de cana representaram 32% do acréscimo de capacidade instalada anual no SIN, com 1.750 MW novos instalados em 2010. De lá para cá, este número apresentou uma queda significativa. Até o fim de 2018, este índice poderá despencar para 2% (123 MW), segundo previsão da própria ANEEL.

“A maior participação da bioeletricidade na matriz elétrica passa por políticas que proporcionem uma contratação mais regular em Leilões de Energia e que fortaleçam a presença das usinas no Ambiente Livre de Contratação (ACL)”, conclui o gerente em Bioeletricidade da UNICA.