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Representantes de quase 200 países participam, até o dia 13 de dezembro, da 25ª Conferência das Partes (COP 25), em Madri. Com o slogan “Hora da Ação” (Time for Action), o evento tem o mercado de carbono como um dos principais temas a serem tratados e traz o combate às mudanças climáticas como principal desafio.

No dia 6 de dezembro, representantes da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) embarcam com destino a Madri para apresentar soluções para a transição energética global. Na oportunidade, também serão apresentadas as ações do setor alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

“Nos últimos 12 anos, com a intensificação da mecanização das lavouras, o setor se reinventou. E o mais importante, sem esquecer as pessoas. Investimentos constantemente na qualificação dos profissionais. Isso reflete em melhores salários. Desta forma, contribuímos para o desenvolvimento das cidades nas regiões canavieiras”, ressalta o presidente da UNICA, Evandro Gussi.

As medidas setoriais que convergem com os ODS vão desde aumento do salário médios dos empregados formais até a redução e melhor aproveitamento do consumo de água, além de programas para a promoção da saúde e bem-estar social.

“O setor sucroenergético brasileiro talvez seja um dos que mais preenchem os objetivos definidos pelos ODS. Temos ricas experiências e práticas que se encaixam em seus três pilares, ambiental, social e econômico e, em sua maioria são ações desenvolvidas pelas usinas de forma voluntária e que vão bem além das exigências legais”, conta Eduardo Leão, diretor executivo da UNICA.

Para Renata Camargo, assessora de sustentabilidade da UNICA, apresentar na COP 25 as contribuições do setor sucroenergético relacionadas aos ODS é uma forma de identificar o quanto a agenda de sustentabilidade já avançou e o quanto ainda é possível colaborar.

“Esse esforço tem o objetivo de não apenas demonstrar a importância do setor para a Agenda 2030, mas evidenciar as boas práticas de sustentabilidade que temos desenvolvido como referência para um crescimento econômico alinhado com a proteção do meio ambiente, da biodiversidade e garantia de qualidade de vida para a população”, conclui Renata.

AÇÕES
Fome Zero e Agricultura Sustentável, Trabalho Descente e Crescimento Econômico, Energia Limpa e Acessível, Ação Contra Mudança Global do Clima e Saúde e Bem-Estar são alguns dos propósitos das ações dos ODS e, nesse contexto, o setor tem participado dos esforços coletivos para implementação de várias metas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

Com o modelo de produção de rotação de cultura, por exemplo, as áreas de cultivo de cana-de-açúcar também são utilizadas para produção intercalada de soja, amendoim, milho e leguminosas, e aumentam não apenas a produção de alimento, como também contribuem para o manejo sustentável do solo por meio da adução verde.

A bioeletricidade gerada a partir da cana-de-açúcar representou, em 2018, 7,5% do consumo nacional de energia elétrica no Brasil. Esse total representa o consumo anual da Irlanda e Lituânia juntos. Foram 7,3 milhões de toneladas de CO2 equivalentes evitadas por meio da geração de bioeletricidade.

“Oferecemos à população um biocombustível, o etanol, que reduz em 90% a emissão de dióxido de carbono em comparação com a gasolina, e a eletricidade de biomassa, que também é fonte de energia limpa e renovável. Trata-se de soluções que podem ser adotadas em outros países e é essa informação que queremos disseminar durante a COP 25”, explica o presidente da UNICA, Evandro Gussi.
Desde o lançamento dos carros flex, em 2003, mais de 530 milhões de toneladas de carbono deixaram de ser emitidos. “A sustentabilidade está em nosso DNA e, com o RenovaBio, seremos um dos maiores prestadores de serviços de descarbonização do Brasil e, consequentemente, do mundo”, ressalta Gussi.

ODS
Os ODS foram definidos em setembro de 2015 em reunião das Nações Unidas. Construída em um processo de negociação mundial, a agenda é composta por 17 objetivos e 169 metas que estão divididas em três pilares: Econômico, Ambiental e Social. Entre os temas abordados, estão erradicação da pobreza, saúde, energia, água e saneamento, padrões sustentáveis de produção e de consumo, mudança do clima e cidades sustentáveis.