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UNICA defende vantagens do etanol no Biofuture Summit 2017

25 de outubro de 2017

Convidada para participar de um painel em que especialistas em combustíveis de baixo carbono discutiram soluções urgentes de combate às mudanças climáticas, a presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Elizabeth Farina, evidenciou o biocombustível produzido a partir da cana como um importante agente redutor de gases de efeito estufa – emite até 90% menos que a gasolina –, além de destacar o papel estratégico que políticas públicas como o Programa RenovaBio têm para dinamizar o mercado de energias renováveis no País.

A sessão de debates ocorreu na terça-feira (24/10), durante o Biofuture Summit 2017, evento internacional que reuniu autoridades e executivos de diversos países em prol do desenvolvimento de uma economia global moderna e sustentável. O objetivo central do evento será a elaboração de uma Declaração de Visão para a 23ª Conferência do Clima (COP23), em novembro, na Alemanha.
“Hoje, a gasolina gera muitos impactos socioambientais negativos. Além destes problemas não serem percebidos pelo consumidor, são prejuízos não penalizados. Uma das soluções é corrigir os preços relativos entre os renováveis e fósseis, dando mais competitividade ao etanol”, afirmou Elizabeth ao ser questionada sobre como o RenovaBio poderá ajudar na expansão da produção de biocombustíveis no Brasil.

O RenovaBio, ainda em gestação no Governo Federal, é considerado fundamental para “descarbonizar” os transportes, ainda mais diante das metas de desenvolvimento sustentável assumidas pelo Brasil até 2030. No Acordo de Paris, o País se prontificou a mitigar 43% das suas emissões de gases de efeito estufa nos próximos 13 anos, objetivo que contempla a maior participação dos derivados da cana (etanol e bioeletricidade) na matriz energética nacional.

As vantagens ambientais, sociais e econômicas de outros biocombustíveis, como biodiesel e o biogás, e os desafios enfrentados no Brasil e no resto do mundo para expandi-los, incluindo questões culturais e mitos sobre os produtos, também esteve em pauta no painel integrado pela presidente da UNICA. A sessão, moderada pelo diretor da ONG Below50, Gerard Ostheimer, teve participações do presidente da Associação Brasileira de Biotecnologia Industrial (ABBI), Bernardo Silva, do vice-presidente da Associação Brasileira de Biogás e Biometano (Abiogás), Gabriel Kropsch, e do diretor da União Brasileira de Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Donizete Tokarski.

O Biofuture Summit 2017, organizado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), teve entre seus apoiadores a UNICA, ABBI, Abiogás, Ubrabio e Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Plataforma Biofuturo

A realização do evento integra uma série de ações no âmbito da Plataforma Biofuturo, movimento lançado durante a COP22, no Marrocos. São 20 nações trabalhando para promover, de forma flexível e dinâmica, a cooperação e o diálogo entre governos, indústria, academia, organizações internacionais, instituições financeiras e outras partes interessadas em acelerar o desenvolvimento e expansão sustentáveis dos biocombustíveis avançados.

Além do Brasil, que lidera a iniciativa, participam: Argentina Canadá, China, Dinamarca, Egito, Finlândia, França, Índia, Indonésia, Itália, Marrocos, Moçambique, Países Baixos, Paraguai, Filipinas, Suécia, Estados Unidos, Reino Unido e Uruguai.