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UNICA e Scania apresentam ônibus a etanol ao Governador Alckmin

11 de março de 2011

O ônibus movido a etanol, sucesso na Europa que estréia nas ruas da capital paulista em maio deste ano, pode ser uma solução importante e eficaz para todo o estado para redução de emissões de gases causadores do efeito estufa e demais poluentes nocivos à saúde. Essa foi a principal mensagem levada ao Governador Geraldo Alckmin por uma delegação da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) e a fabricante de veículos comerciais Scania, em encontro realizado hoje no Palácio dos Bandeirantes.

“É uma opção de transporte de massa amplamente testada e bem sucedida, que começa a ser utilizada na cidade de São Paulo oficialmente nas próximas semanas, e com algumas medidas do governo paulista poderia beneficiar todo o estado de forma significativa,” avalia o consultor de tecnologia e emissões da UNICA, Alfred Szwarc. Ele participou do grupo de executivos da UNICA e da Scania, que se reuniu com Alckmin para defender a adoção dos ônibus a etanol de forma mais ampla.

Desenvolvidos no final da década de 90 pela Scania, os ônibus foram aperfeiçoados na sede da montadora, na Suécia. Hoje, mais de 600 veículos desse tipo rodam na capital sueca, Estocolmo, abastecidos principalmente com etanol de cana-de-açúcar, importado do Brasil. “No País, dois ônibus a etanol já vem sendo demonstrados, na capital paulista, sendo o primeiro desde 2007. Juntos, os veículos já percorreram 180 mil quilômetros, transportando passageiros em diversas linhas da região metropolitana,” afirmou Rogério Rezende, diretor de assuntos institucionais e governamentais da Scania.

Comparados com o uso do diesel, os ônibus movidos a etanol reduzem em até 80% as emissões de CO2, principal causador do aquecimento global. Além disso, o seu uso contribui fortemente para a redução de outros poluentes, como o óxido de enxofre, monóxido de carbono e particulados, promovendo a melhoria da qualidade do ar e com benefícios diretos sobre o nível de doenças cardiovasculares e respiratórias nas grandes cidades.

Em documento detalhado entregue a Alckmin, o grupo defendeu a adoção de uma série de medidas pelo Governo do Estado, fundamentais para viabilizar a adoção dos ônibus a etanol em larga escala. Elas incluem desde a desoneração fiscal para que o preço do combustível seja competitivo com o do óleo diesel, a incentivos que facilitem a amortização da aquisição dos veículos por empresas concessionárias de transportes públicos.

Szwarc descreveu a adoção do ônibus como solução perfeita para o estado: “Além de valorizar a cadeia produtiva na principal região produtora de etanol sustentável do mundo, a implantação ampla desses veículos atende a legislação ambiental estadual e municipal para mitigação do aquecimento global ao reduzir fortemente a emissão de poluentes e gerar benefícios mensuráveis para a saúde pública.  É uma solução prática, eficiente e pronta, disponível imediatamente.”

Os primeiros 50 ônibus brasileiros movidos a etanol estão sendo produzidos pela Scania em sua linha de montagem em São Bernardo do Campo (SP) e começam a ser utilizados na capital paulista pela Viação Metropolitana a partir de maio.